Publicação: 03/11/2009 20:37 Atualização: 03/11/2009 20:47
O administrador do Sudoeste/Octogonal, Nilo Cerqueira, quer proibir as festas realizadas durante a madrugada nos estacionamentos do Parque da Cidade. Para tanto, nesta quarta-feira (4/11), às 9h,no salão de festas da Igraja Rainha da Paz, o administrador se reunirá com o Secretário de Ordem Pública Roberto Giffone para discutir a questão.
Um documento com mais de 150 assinaturas dos moradores pedindo a proibição das festas será apresentado pelo administrador na ocasião. De acordo com a administração das cidades, as festas desrespeitam a lei Distrital 4.092/2008 quefala sobre o controle da poluição sonora.
Na mesma reunião o administrador Nilo Cerqueira, o secretário de Ordem Pública e comerciantes locais discutirão a questão dos toldos, das centrais de gás e alvarás vencidos na região.
sábado, 5 de dezembro de 2009
Terracap não pode realizar obras na área ocupada pelos índios do Noroeste
Publicação: 24/11/2009 20:34 Atualização: 24/11/2009 20:48
A Justiça Federal no Distrito Federal determinou nesta terça-feira (24/11) que a Companhia Imobiliária do Distrito Federal (Terracap) não realize ou permita que se realizem quaisquer obras a área reivindicada pela Comunidade Indígena Bananal/Santuário dos Pajés em parte de onde será construído o Setor Habitacional Noroeste. A autarquia também não pode promover qualquer ato que possa intimidar ou ameaçar os membros da comunidade.
Na semana passada, o Ministério Público Federal no Distrito Federal ajuizou ação civil pública, com pedido de antecipação de tutela, para garantir a permanência da Comunidade Indígena Bananal na área, até que os estudos sobre a tradicionalidade da ocupação na região sejam concluídos.
A Justiça Federal no Distrito Federal determinou nesta terça-feira (24/11) que a Companhia Imobiliária do Distrito Federal (Terracap) não realize ou permita que se realizem quaisquer obras a área reivindicada pela Comunidade Indígena Bananal/Santuário dos Pajés em parte de onde será construído o Setor Habitacional Noroeste. A autarquia também não pode promover qualquer ato que possa intimidar ou ameaçar os membros da comunidade.
Na semana passada, o Ministério Público Federal no Distrito Federal ajuizou ação civil pública, com pedido de antecipação de tutela, para garantir a permanência da Comunidade Indígena Bananal na área, até que os estudos sobre a tradicionalidade da ocupação na região sejam concluídos.
Manifestantes invadem a presidência da Funai e pedem demarcação de área indigena no setor Noroeste
Publicação: 26/11/2009 17:57 Atualização: 26/11/2009 19:48
Cerca de 25 pessoas invadiram o gabinete do presidente da Fundação Nacional do Índio (Funai), Márcio Augusto de Meira, na 702/902 Sul, por volta das 12h desta quinta-feira (26/11). Membros da sociedade civil, como estudantes, representantes do Diretório Central dos Estudantes (DCE) de várias faculdades e integrantes de movimentos sociais, querem que a Funai forme um grupo de trabalho para demarcar a área indígena Santuário do Pajé, localizada no Setor Noroeste.
Os manifestantes pretendiam falar com o presidente da fundação, mas, como ele está viajando, decidiram escrever uma carta com as reivindicações. No documento, exigem o agendamento de uma reunião com o presidente da Funai e com a Diretoria de Assuntos Fundiários (DAF) para que se posicionem oficialmente a respeito de uma sentença lavrada na 21ª Vara de Justiça Federal do DF, em 24 de novembro. A decisão judicial impede a Companhia Imobiliária do Distrito Federal (Terracap) de realizar obras na área reivindicada pela Comunidade Indígena Bananal/Santuário dos Pajés.
Além disso, os manifestantes querem uma garantia de participação de representantes da comunidade Fulni-Ô Tapuya na nomeação do grupo técnico da Funai que vai demarcar a área e uma declaração da fundação para a imprensa, reconhecendo que a ocupação realizada nesta quinta-feira foi pacífica. Caso a Funai não cumpra os pedidos, eles prometem passar a noite desta quinta-feira no gabinete.Durante a invasão, os manifestantes gritaram palavras de ordem como "Foraoeste em Brasília" e "Santuário não se move".
No momento a Polícia Federal está no local tentando convencer os manifestantes a sairem da fundação.
Resposta da Funai
Em nota à imprensa na tarde desta quinta-feira, a Funai diz que "não compreende a ação dos estudantes da UnB que ainda não conseguiram fundamentar os motivos da invasão ao órgão indigenista federal. A Funai tem cumprido suas obrigações em relação ao Setor Noroeste de Brasília/DF, conforme previsto na Constituição Federal. O caso do Setor Noroeste está em ação no Ministério Público e, neste sentido, a Funai cumprirá com toda e qualquer determinação legal ou judicial. Até o momento, a Funai não foi intimada de nenhuma decisão".
Índios
Pela manhã, índios da tribo Fulni-Ô Tapuya que vivem na região do Santuário do Pajé foram até a Praça Galdino, na 703/704 Sul, para agradecer à Justiça Federal no DF. Na terça-feira (24/11), a Justiça determinou que a Companhia Imobiliária do Distrito Federal (Terracap) não realize ou permita que se realizem quaisquer obras na área reivindicada pela Comunidade Indígena Bananal/Santuário dos Pajés onde será construído o Setor Habitacional Noroeste. A autarquia também não pode promover qualquer ato que possa intimidar ou ameaçar os membros da comunidade.
Na semana passada, o Ministério Público Federal no Distrito Federal ajuizou ação civil pública, com pedido de antecipação de tutela, para garantir a permanência da Comunidade Indígena Bananal na área até que os estudos sobre a tradicionalidade da ocupação na região sejam concluídos.
Cerca de 25 pessoas invadiram o gabinete do presidente da Fundação Nacional do Índio (Funai), Márcio Augusto de Meira, na 702/902 Sul, por volta das 12h desta quinta-feira (26/11). Membros da sociedade civil, como estudantes, representantes do Diretório Central dos Estudantes (DCE) de várias faculdades e integrantes de movimentos sociais, querem que a Funai forme um grupo de trabalho para demarcar a área indígena Santuário do Pajé, localizada no Setor Noroeste.
Os manifestantes pretendiam falar com o presidente da fundação, mas, como ele está viajando, decidiram escrever uma carta com as reivindicações. No documento, exigem o agendamento de uma reunião com o presidente da Funai e com a Diretoria de Assuntos Fundiários (DAF) para que se posicionem oficialmente a respeito de uma sentença lavrada na 21ª Vara de Justiça Federal do DF, em 24 de novembro. A decisão judicial impede a Companhia Imobiliária do Distrito Federal (Terracap) de realizar obras na área reivindicada pela Comunidade Indígena Bananal/Santuário dos Pajés.
Além disso, os manifestantes querem uma garantia de participação de representantes da comunidade Fulni-Ô Tapuya na nomeação do grupo técnico da Funai que vai demarcar a área e uma declaração da fundação para a imprensa, reconhecendo que a ocupação realizada nesta quinta-feira foi pacífica. Caso a Funai não cumpra os pedidos, eles prometem passar a noite desta quinta-feira no gabinete.Durante a invasão, os manifestantes gritaram palavras de ordem como "Foraoeste em Brasília" e "Santuário não se move".
No momento a Polícia Federal está no local tentando convencer os manifestantes a sairem da fundação.
Resposta da Funai
Em nota à imprensa na tarde desta quinta-feira, a Funai diz que "não compreende a ação dos estudantes da UnB que ainda não conseguiram fundamentar os motivos da invasão ao órgão indigenista federal. A Funai tem cumprido suas obrigações em relação ao Setor Noroeste de Brasília/DF, conforme previsto na Constituição Federal. O caso do Setor Noroeste está em ação no Ministério Público e, neste sentido, a Funai cumprirá com toda e qualquer determinação legal ou judicial. Até o momento, a Funai não foi intimada de nenhuma decisão".
Índios
Pela manhã, índios da tribo Fulni-Ô Tapuya que vivem na região do Santuário do Pajé foram até a Praça Galdino, na 703/704 Sul, para agradecer à Justiça Federal no DF. Na terça-feira (24/11), a Justiça determinou que a Companhia Imobiliária do Distrito Federal (Terracap) não realize ou permita que se realizem quaisquer obras na área reivindicada pela Comunidade Indígena Bananal/Santuário dos Pajés onde será construído o Setor Habitacional Noroeste. A autarquia também não pode promover qualquer ato que possa intimidar ou ameaçar os membros da comunidade.
Na semana passada, o Ministério Público Federal no Distrito Federal ajuizou ação civil pública, com pedido de antecipação de tutela, para garantir a permanência da Comunidade Indígena Bananal na área até que os estudos sobre a tradicionalidade da ocupação na região sejam concluídos.
Imóveis em antigas invasões são oferecidos a valores que ultrapassam os de áreas nobres do DF
Helena Mader
Publicação: 03/11/2009 08:15 Atualização: 03/11/2009 08:17
A lama e o esgoto a céu aberto foram substituídos pelo asfalto, sistema de abastecimento d’água e pelos equipamentos públicos. Lentamente, invasões se transformam em cidades com infraestrutura consolidada e qualidade de vida. Com a urbanização de regiões carentes, entretanto, surgiu um outro fenômeno: a especulação imobiliária. O metro quadrado de alguns lotes em cidades como o Varjão ou o Itapoã supera o valor cobrado em áreas nobres, como os lagos Norte e Sul (veja quadro abaixo). Até mesmo terrenos doados por meio de programas habitacionais do governo são oferecidos a preços que impressionam inclusive corretores acostumados ao mercado imobiliário da capital federal.
Um dos locais que virou alvo da alta dos preços é a Estrutural. A antiga invasão recebeu obras públicas e a paisagem da cidade mudou completamente nos últimos dois anos. As ruas empoeiradas ganharam pavimentação, escola e centro de saúde. Agora, muitos beneficiados por lotes no passado pensam em vendê-los para morar em regiões mais desvalorizadas e embolsar a diferença.
Como o comércio desses imóveis doados pelo GDF é proibido pela legislação, quem compra e quem vende não quer aparecer. Na Estrutural, é difícil achar faixas de “vende-se” nas casas e terrenos porque a fiscalização na área é rígida. Mas os moradores e investidores fazem negócio por meio de anúncios colocados na associação de moradores localizada na entrada da cidade. Há dezenas deles afixados em um mural. “Tem muita gente vendendo por mais de R$ 40 mil. Se eu conseguir esse preço, vou passar meu lote para a frente. Aí compro outro em uma cidade mais barata ou volto para a minha terra, na Bahia”, conta uma diarista de 45 anos, que colocou seu anúncio na associação e negocia boca a boca com os vizinhos.
O líder comunitário da Estrutural Evandro Batista se impressiona com os valores dos imóveis negociados na região. “Tem gente de fora querendo investir na Estrutural, para vender ainda mais caro depois que estiver tudo regularizado. Mas o povo que mora aqui não tem condições de pagar esses preços tão caros que estão sendo cobrados”, revela Evandro.
O diretor do Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci) Luiz Cláudio Nasser atribui a valorização dos lotes de áreas carentes aos investimentos recentes em infraestrutura. Mas ele classifica esses altos preços como uma “euforia” do mercado e alerta os compradores para terem alguns cuidados na hora do negócio. “É grande a valorização nessas áreas que receberam investimentos do governo. A expectativa de regularização sempre gera essas movimentações. Mas o otimismo é exagerado e os valores muitas vezes fogem da realidade”, alerta o diretor do Creci.
Luiz Cláudio Nasser acredita que a alta dos valores de lotes em áreas carentes vai começar a expulsar a população mais pobre dessas áreas. “O Guará, quando foi criado, abrigava apenas pessoas mais pobres. Com o tempo, como a região era bem localizada, a classe média foi comprando tudo e os mais carentes foram empurrados para áreas mais distantes”, acrescenta o diretor da entidade que representa os corretores.
Regularização
No Itapoã, que também está em processo de regularização, a especulação imobiliária assusta até mesmo os moradores antigos. “O preço dos terrenos aqui, especialmente os comerciais, está absurdo. É impossível achar um lote pequeno por menos de R$ 100 mil”, conta o presidente da Associação Comercial do Itapoã, Mário Pereira da Costa. “Foi só a infraestrutura chegar para os preços dispararem”, acrescenta o líder comunitário.
A avenida Del Lago, a mais movimentada do Itapoã, ganhou asfalto e iluminação no início do ano. Comprar uma loja na região é garantia de um bom negócio, já que quase toda a comunidade do bairro passa por ali diariamente. Com a urbanização, os lotes são anunciados por até R$ 170 mil — caso de uma área de 128m² às margens da avenida Del Lago, onde hoje funciona um depósito de gás. Nesse caso, o metro quadrado sai por R$ 1.328. Na QL 16 do Lago Sul, o metro quadrado custa R$ 1.287. Segundo o vendedor do terreno no Itapoã, ele começou a anunciar o imóvel há apenas duas semanas, mas dezenas de interessados já teriam ligado em busca de informações.
Publicação: 03/11/2009 08:15 Atualização: 03/11/2009 08:17
A lama e o esgoto a céu aberto foram substituídos pelo asfalto, sistema de abastecimento d’água e pelos equipamentos públicos. Lentamente, invasões se transformam em cidades com infraestrutura consolidada e qualidade de vida. Com a urbanização de regiões carentes, entretanto, surgiu um outro fenômeno: a especulação imobiliária. O metro quadrado de alguns lotes em cidades como o Varjão ou o Itapoã supera o valor cobrado em áreas nobres, como os lagos Norte e Sul (veja quadro abaixo). Até mesmo terrenos doados por meio de programas habitacionais do governo são oferecidos a preços que impressionam inclusive corretores acostumados ao mercado imobiliário da capital federal.
Um dos locais que virou alvo da alta dos preços é a Estrutural. A antiga invasão recebeu obras públicas e a paisagem da cidade mudou completamente nos últimos dois anos. As ruas empoeiradas ganharam pavimentação, escola e centro de saúde. Agora, muitos beneficiados por lotes no passado pensam em vendê-los para morar em regiões mais desvalorizadas e embolsar a diferença.
Como o comércio desses imóveis doados pelo GDF é proibido pela legislação, quem compra e quem vende não quer aparecer. Na Estrutural, é difícil achar faixas de “vende-se” nas casas e terrenos porque a fiscalização na área é rígida. Mas os moradores e investidores fazem negócio por meio de anúncios colocados na associação de moradores localizada na entrada da cidade. Há dezenas deles afixados em um mural. “Tem muita gente vendendo por mais de R$ 40 mil. Se eu conseguir esse preço, vou passar meu lote para a frente. Aí compro outro em uma cidade mais barata ou volto para a minha terra, na Bahia”, conta uma diarista de 45 anos, que colocou seu anúncio na associação e negocia boca a boca com os vizinhos.
O líder comunitário da Estrutural Evandro Batista se impressiona com os valores dos imóveis negociados na região. “Tem gente de fora querendo investir na Estrutural, para vender ainda mais caro depois que estiver tudo regularizado. Mas o povo que mora aqui não tem condições de pagar esses preços tão caros que estão sendo cobrados”, revela Evandro.
O diretor do Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci) Luiz Cláudio Nasser atribui a valorização dos lotes de áreas carentes aos investimentos recentes em infraestrutura. Mas ele classifica esses altos preços como uma “euforia” do mercado e alerta os compradores para terem alguns cuidados na hora do negócio. “É grande a valorização nessas áreas que receberam investimentos do governo. A expectativa de regularização sempre gera essas movimentações. Mas o otimismo é exagerado e os valores muitas vezes fogem da realidade”, alerta o diretor do Creci.
Luiz Cláudio Nasser acredita que a alta dos valores de lotes em áreas carentes vai começar a expulsar a população mais pobre dessas áreas. “O Guará, quando foi criado, abrigava apenas pessoas mais pobres. Com o tempo, como a região era bem localizada, a classe média foi comprando tudo e os mais carentes foram empurrados para áreas mais distantes”, acrescenta o diretor da entidade que representa os corretores.
Regularização
No Itapoã, que também está em processo de regularização, a especulação imobiliária assusta até mesmo os moradores antigos. “O preço dos terrenos aqui, especialmente os comerciais, está absurdo. É impossível achar um lote pequeno por menos de R$ 100 mil”, conta o presidente da Associação Comercial do Itapoã, Mário Pereira da Costa. “Foi só a infraestrutura chegar para os preços dispararem”, acrescenta o líder comunitário.
A avenida Del Lago, a mais movimentada do Itapoã, ganhou asfalto e iluminação no início do ano. Comprar uma loja na região é garantia de um bom negócio, já que quase toda a comunidade do bairro passa por ali diariamente. Com a urbanização, os lotes são anunciados por até R$ 170 mil — caso de uma área de 128m² às margens da avenida Del Lago, onde hoje funciona um depósito de gás. Nesse caso, o metro quadrado sai por R$ 1.328. Na QL 16 do Lago Sul, o metro quadrado custa R$ 1.287. Segundo o vendedor do terreno no Itapoã, ele começou a anunciar o imóvel há apenas duas semanas, mas dezenas de interessados já teriam ligado em busca de informações.
Campanha pelo fim da corrupção
Helena Mader
Publicação: 05/12/2009 10:33 Atualização: 05/12/2009 10:39
Depois dos protestos organizados pela sociedade e da ocupação do prédio da Câmara Legislativa, mais um movimento contra a corrupção no governo local vai ganhar as ruas. Para tentar desvincular a imagem da cidade dos escândalos políticos, foi lançada ontem a campanha Brasília Limpa. A iniciativa é da seccional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-DF), em parceria com o Sindicato das Agências de Propaganda, a Associação Brasileira de Imprensa (ABI) e o Sindicato dos Publicitários do Distrito Federal. Uma grande mobilização está marcada para 10 de dezembro. A ideia é que, nessa data, todos os brasilienses saiam às ruas vestidos de branco, coloquem bandeiras da mesma cor penduradas nas janelas e prendam fitas brancas em todos os carros.
- (Presidente do Sinapro, Fernando Brettas, o vice-presidente da ABI, Tarcísio Holanda, e a presidente da OAB - DF, Estefânia Viveiros)
O dia do protesto não foi escolhido à toa. Na próxima quinta-feira, o partido Democratas decide o futuro político do governador José Roberto Arruda. A cúpula do DEM vai anunciar se Arruda será expulso da legenda. Nesse caso, o atual chefe do Executivo ficaria proibido de concorrer a qualquer cargo público nas eleições de 2010. %u201CA data foi escolhida para que a sociedade pressione o DEM a optar pela expulsão%u201D, justificou o presidente do Sindicato das Agências de Propaganda, Fernando Brettas.
O Movimento Brasília Limpa quer atrair a população e, para isso, usará principalmente a internet. Várias páginas de redes de relacionamento já estampavam ontem a logomarca da campanha, que também está sendo divulgada no twitter e no site www.brasilialimpa.org.br). Os organizadores encomendaram adesivos com a marca, que serão vendidos a preços simbólicos. Segundo Brettas, a campanha não é financiada por nenhuma das entidades e todo o trabalho foi realizado voluntariamente por publicitários.
No lançamento da campanha, a presidente da OAB-DF, Estefânia Viveiros, lembrou que Brasília sempre foi associada à corrupção por sediar os três poderes. %u201CInfelizmente, os fatos agora envolvem diretamente a nossa cidade. E são muito graves.%u201D Ela afirmou que o objetivo da campanha Brasília Limpa é recuperar a credibilidade da capital. %u201CÉ um movimento independente, apartidário e sem objetivos eleitorais%u201D, acrescentou.
Intervenção
Na cerimônia de lançamento do Movimento Brasília Limpa, Estefânia Viveiros disse ainda que a entidade pode pedir uma intervenção no Distrito Federal. Seria a última opção, caso nenhum dos três poderes conseguisse aplacar a crise. Já existe uma equipe formada na OAB para analisar as condições jurídicas para uma intervenção federal. Essa medida dependeria de uma decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A Ordem dos Advogados do Brasil decidiu estudar as possibilidade de intervenção depois que surgiram denúncias envolvendo integrantes da Câmara Legislativa, do Executivo e até do Tribunal de Justiça. %u201CNós defendemos o afastamento ou renúncia de todos os envolvidos%u201D, explicou a presidente da OAB-DF.
Publicação: 05/12/2009 10:33 Atualização: 05/12/2009 10:39
Depois dos protestos organizados pela sociedade e da ocupação do prédio da Câmara Legislativa, mais um movimento contra a corrupção no governo local vai ganhar as ruas. Para tentar desvincular a imagem da cidade dos escândalos políticos, foi lançada ontem a campanha Brasília Limpa. A iniciativa é da seccional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-DF), em parceria com o Sindicato das Agências de Propaganda, a Associação Brasileira de Imprensa (ABI) e o Sindicato dos Publicitários do Distrito Federal. Uma grande mobilização está marcada para 10 de dezembro. A ideia é que, nessa data, todos os brasilienses saiam às ruas vestidos de branco, coloquem bandeiras da mesma cor penduradas nas janelas e prendam fitas brancas em todos os carros.
- (Presidente do Sinapro, Fernando Brettas, o vice-presidente da ABI, Tarcísio Holanda, e a presidente da OAB - DF, Estefânia Viveiros)
O dia do protesto não foi escolhido à toa. Na próxima quinta-feira, o partido Democratas decide o futuro político do governador José Roberto Arruda. A cúpula do DEM vai anunciar se Arruda será expulso da legenda. Nesse caso, o atual chefe do Executivo ficaria proibido de concorrer a qualquer cargo público nas eleições de 2010. %u201CA data foi escolhida para que a sociedade pressione o DEM a optar pela expulsão%u201D, justificou o presidente do Sindicato das Agências de Propaganda, Fernando Brettas.
O Movimento Brasília Limpa quer atrair a população e, para isso, usará principalmente a internet. Várias páginas de redes de relacionamento já estampavam ontem a logomarca da campanha, que também está sendo divulgada no twitter e no site www.brasilialimpa.org.br). Os organizadores encomendaram adesivos com a marca, que serão vendidos a preços simbólicos. Segundo Brettas, a campanha não é financiada por nenhuma das entidades e todo o trabalho foi realizado voluntariamente por publicitários.
No lançamento da campanha, a presidente da OAB-DF, Estefânia Viveiros, lembrou que Brasília sempre foi associada à corrupção por sediar os três poderes. %u201CInfelizmente, os fatos agora envolvem diretamente a nossa cidade. E são muito graves.%u201D Ela afirmou que o objetivo da campanha Brasília Limpa é recuperar a credibilidade da capital. %u201CÉ um movimento independente, apartidário e sem objetivos eleitorais%u201D, acrescentou.
Intervenção
Na cerimônia de lançamento do Movimento Brasília Limpa, Estefânia Viveiros disse ainda que a entidade pode pedir uma intervenção no Distrito Federal. Seria a última opção, caso nenhum dos três poderes conseguisse aplacar a crise. Já existe uma equipe formada na OAB para analisar as condições jurídicas para uma intervenção federal. Essa medida dependeria de uma decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A Ordem dos Advogados do Brasil decidiu estudar as possibilidade de intervenção depois que surgiram denúncias envolvendo integrantes da Câmara Legislativa, do Executivo e até do Tribunal de Justiça. %u201CNós defendemos o afastamento ou renúncia de todos os envolvidos%u201D, explicou a presidente da OAB-DF.
Sudoeste protesta contra festas nos estacionamentos do Parque da Cidade
Luiz Calcagno
Publicação: 05/11/2009 08:05 Atualização: 05/11/2009 08:43
Festas no estacionamento 4 do Parque da Cidade, na altura do Centro Hípico, têm tirado o sono de moradores das Quadras 100, 101, 102 e 103 do Sudoeste. Sem organização aparente, os encontros são realizados nos fins de semana, com carros de som ligados no volume máximo e bebida alcoólica. Segundo moradores, muitas vezes a algazarra começa por volta das 23h de quinta-feira e vai até domingo. Vidros de janela chegam a tremer com a altura dos ruídos. Para lidar com o problema, moradores se organizaram e fizeram um abaixo-assinado, que conta com mais de 150 assinaturas, para exigir uma iniciativa de autoridades. A administração do parque foi procurada, bem como a de Brasília e o 1º Batalhão da Polícia Militar, mas nada aconteceu.
Moradora de prédio em frente ao parque, Édina chega a dormir na sala para amenizar a barulheira - (Paulo de Araújo/CB/D.A Press )
Moradora de prédio em frente ao parque, Édina chega a dormir na sala para amenizar a barulheira
A advogada Nathalia Waldow, 25 anos, moradora do Bloco H da SQSW 102, é uma dos responsáveis pelo abaixo-assinado. Ela conta que tem gravações de áudio em celular de festa às 5h da manhã. E, no fim de semana prolongado pelo Dia de Finados, não foi diferente. “Fiquei aborrecidíssima. Entrei em contato com o 1º Batalhão na noite de domingo para segunda e um sargento me disse que se tratava de som ambiente e que minhas reclamações não tinham pertinência”, lamenta.
Empenho
Nathalia ressalta que a Administração do Sudoeste está empenhada em solucionar o problema, mas acredita, no entanto, que o maior responsável pelo problema é o administrador do parque, Rivaldo Sérgio Carvalho, a quem chama de conivente. “Eles não acionam a polícia e a própria fiscalização deles não faz nada. O administrador chegou a dizer em entrevista a um canal de tevê que não sabia do problema, quando moradores já tinham mandado até carta para ele”, alega
Um morador que chegou a filmar e fotografar festas para enviar como provas às autoridades tem medo de aparecer. Segundo ele, com a desativação do bar Barulho, que ficava próximo ao Carrera Kart, a clientela teria migrado para o estacionamento 4. Para o denunciante, os encontros, que já foram recorrentes no ano de 2007, também servem como pontos de uso de drogas. “Já presenciei, inclusive, crianças de colo e até bebês nesses ambientes. Em março, expus a situação à Administração de Brasília e ao comandante do 1º Batalhão. Não recebi nenhum telefonema como resposta”, protesta. “Imagino o tipo de pessoa que frequenta essas festas no estacionamento. Tenho nome, endereço e família e não quero me expor a pessoas de índole desconhecida. Não sei qual será a reação delas quando essas festas acabarem de vez”, completa.
Saiba mais...
Você concorda com a realização de festas nos estacionamentos do Parque da Cidade?
Dentre as soluções pensadas pelos moradores estão até mesmo o fechamento do parque, que a maioria concorda ser uma questão polêmica. Outra ideia seria fechar apenas os estacionamentos, da meia-noite às 5h, para que não houvesse como estacionar os carros para os encontros. As festas não têm alvará. A dona de casa Édina de Freitas, 54 anos, acha que fechar os estacionamentos pode ser uma boa solução. “Algumas vezes, essas pessoas não perdoam nem a segunda-feira”, reclama. O apartamento de Édina fica de frente para o estacionamento. Ela conta que, dependendo do dia, dorme na sala ou em outro quarto para amenizar a intensidade do barulho.
» Local pode ser fechado
No fim de semana prolongado pelo Dia de Finados, a algazarra e a bagunça marcaram presença novamente, mesmo com as administrações e a Polícia Militar cientes do fato. O administrador do Sudoeste, Nilo Cerqueira, explica que tomou a frente do problema, mesmo com o Parque da Cidade fora de sua jurisdição. A administração se reuniu ontem com o secretário de Estado da Ordem Pública e Social , Roberto Giffoni. “Estamos tratando esse assunto com o conselho comunitário de segurança. A ideia de fechar os estacionamentos é boa. É preciso uma grande operação para coibir essas reuniões e, em seguida, realizar uma manutenção para garantir que elas não retornem ao parque”, disse Giffoni.
Procurada pelo Correio, a administradora de Brasília, Ivelise Longhi, limitou-se a dizer que os estacionamentos do Parque da Cidade são públicos e de livre acesso. Ainda segundo ela, as equipes de fiscalização do local, popularmente conhecidas como joaninhas, não têm poder de polícia e cuidam apenas do patrimônio. “Quando eles flagram festas, não podem agir. Quando o barulho é muito alto ou há algum perigo, eles entram em contato com o posto policial do parque, já que é a Polícia Militar que tem que intervir”, afirmou. Ainda segundo a administradora, assim como as pessoas se reúnem no estacionamento do parque, poderiam se reunir em uma área residencial.
Abordagem
O coronel Alberto Pinto explicou à reportagem que a Polícia Militar aborda quem realiza festas no estacionamento do Parque da Cidade e as notifica quando há necessidade. “Mas precisamos que o reclamante acompanhe a PM até a Delegacia de Polícia da região para resolver a questão. Temos um posto no parque que atua com viaturas, motocicleta e policiais descaracterizados”, garantiu.
O secretário Roberto Giffone se mostrou ciente do problema. “Já montamos uma ação com a PM para impedir que esses eventos se repitam. Se não adiantar, teremos que analisar outras alternativas. Por enquanto, não queremos impedir o acesso. Primeiro, é preciso orientar que o tipo de atitude está incomodando pessoas. A questão de fechar os estacionamentos terá que ser vista com a Administração de Brasília e os moradores do Sudoeste”, concluiu.
» O QUE DIZ A LEI
A Lei Distrital nº 4.092/08 considera poluição sonora qualquer emissão de ruído que possa ser nocivo à saúde, ao bem-estar e à coletividade. Além disso, a regulamentação limita os níveis de intensidade do som para cada área da cidade e define que estabelecimentos com nível de pressão sonora acima de 80 decibéis avisem a clientes sobre danos à saúde. Dentre outras coisas, a lei proíbe carros de som em áreas residenciais ou escolares e exige o isolamento acústico para casas noturnas. A multa para quem desrespeita a norma varia de R$ 3 mil a R$ 20 mil. A pessoa notificada ainda pode ser presa por crime de desobediência caso insista em manter o som acima de um nível aceitado para sua região.
Publicação: 05/11/2009 08:05 Atualização: 05/11/2009 08:43
Festas no estacionamento 4 do Parque da Cidade, na altura do Centro Hípico, têm tirado o sono de moradores das Quadras 100, 101, 102 e 103 do Sudoeste. Sem organização aparente, os encontros são realizados nos fins de semana, com carros de som ligados no volume máximo e bebida alcoólica. Segundo moradores, muitas vezes a algazarra começa por volta das 23h de quinta-feira e vai até domingo. Vidros de janela chegam a tremer com a altura dos ruídos. Para lidar com o problema, moradores se organizaram e fizeram um abaixo-assinado, que conta com mais de 150 assinaturas, para exigir uma iniciativa de autoridades. A administração do parque foi procurada, bem como a de Brasília e o 1º Batalhão da Polícia Militar, mas nada aconteceu.
Moradora de prédio em frente ao parque, Édina chega a dormir na sala para amenizar a barulheira - (Paulo de Araújo/CB/D.A Press )
Moradora de prédio em frente ao parque, Édina chega a dormir na sala para amenizar a barulheira
A advogada Nathalia Waldow, 25 anos, moradora do Bloco H da SQSW 102, é uma dos responsáveis pelo abaixo-assinado. Ela conta que tem gravações de áudio em celular de festa às 5h da manhã. E, no fim de semana prolongado pelo Dia de Finados, não foi diferente. “Fiquei aborrecidíssima. Entrei em contato com o 1º Batalhão na noite de domingo para segunda e um sargento me disse que se tratava de som ambiente e que minhas reclamações não tinham pertinência”, lamenta.
Empenho
Nathalia ressalta que a Administração do Sudoeste está empenhada em solucionar o problema, mas acredita, no entanto, que o maior responsável pelo problema é o administrador do parque, Rivaldo Sérgio Carvalho, a quem chama de conivente. “Eles não acionam a polícia e a própria fiscalização deles não faz nada. O administrador chegou a dizer em entrevista a um canal de tevê que não sabia do problema, quando moradores já tinham mandado até carta para ele”, alega
Um morador que chegou a filmar e fotografar festas para enviar como provas às autoridades tem medo de aparecer. Segundo ele, com a desativação do bar Barulho, que ficava próximo ao Carrera Kart, a clientela teria migrado para o estacionamento 4. Para o denunciante, os encontros, que já foram recorrentes no ano de 2007, também servem como pontos de uso de drogas. “Já presenciei, inclusive, crianças de colo e até bebês nesses ambientes. Em março, expus a situação à Administração de Brasília e ao comandante do 1º Batalhão. Não recebi nenhum telefonema como resposta”, protesta. “Imagino o tipo de pessoa que frequenta essas festas no estacionamento. Tenho nome, endereço e família e não quero me expor a pessoas de índole desconhecida. Não sei qual será a reação delas quando essas festas acabarem de vez”, completa.
Saiba mais...
Você concorda com a realização de festas nos estacionamentos do Parque da Cidade?
Dentre as soluções pensadas pelos moradores estão até mesmo o fechamento do parque, que a maioria concorda ser uma questão polêmica. Outra ideia seria fechar apenas os estacionamentos, da meia-noite às 5h, para que não houvesse como estacionar os carros para os encontros. As festas não têm alvará. A dona de casa Édina de Freitas, 54 anos, acha que fechar os estacionamentos pode ser uma boa solução. “Algumas vezes, essas pessoas não perdoam nem a segunda-feira”, reclama. O apartamento de Édina fica de frente para o estacionamento. Ela conta que, dependendo do dia, dorme na sala ou em outro quarto para amenizar a intensidade do barulho.
» Local pode ser fechado
No fim de semana prolongado pelo Dia de Finados, a algazarra e a bagunça marcaram presença novamente, mesmo com as administrações e a Polícia Militar cientes do fato. O administrador do Sudoeste, Nilo Cerqueira, explica que tomou a frente do problema, mesmo com o Parque da Cidade fora de sua jurisdição. A administração se reuniu ontem com o secretário de Estado da Ordem Pública e Social , Roberto Giffoni. “Estamos tratando esse assunto com o conselho comunitário de segurança. A ideia de fechar os estacionamentos é boa. É preciso uma grande operação para coibir essas reuniões e, em seguida, realizar uma manutenção para garantir que elas não retornem ao parque”, disse Giffoni.
Procurada pelo Correio, a administradora de Brasília, Ivelise Longhi, limitou-se a dizer que os estacionamentos do Parque da Cidade são públicos e de livre acesso. Ainda segundo ela, as equipes de fiscalização do local, popularmente conhecidas como joaninhas, não têm poder de polícia e cuidam apenas do patrimônio. “Quando eles flagram festas, não podem agir. Quando o barulho é muito alto ou há algum perigo, eles entram em contato com o posto policial do parque, já que é a Polícia Militar que tem que intervir”, afirmou. Ainda segundo a administradora, assim como as pessoas se reúnem no estacionamento do parque, poderiam se reunir em uma área residencial.
Abordagem
O coronel Alberto Pinto explicou à reportagem que a Polícia Militar aborda quem realiza festas no estacionamento do Parque da Cidade e as notifica quando há necessidade. “Mas precisamos que o reclamante acompanhe a PM até a Delegacia de Polícia da região para resolver a questão. Temos um posto no parque que atua com viaturas, motocicleta e policiais descaracterizados”, garantiu.
O secretário Roberto Giffone se mostrou ciente do problema. “Já montamos uma ação com a PM para impedir que esses eventos se repitam. Se não adiantar, teremos que analisar outras alternativas. Por enquanto, não queremos impedir o acesso. Primeiro, é preciso orientar que o tipo de atitude está incomodando pessoas. A questão de fechar os estacionamentos terá que ser vista com a Administração de Brasília e os moradores do Sudoeste”, concluiu.
» O QUE DIZ A LEI
A Lei Distrital nº 4.092/08 considera poluição sonora qualquer emissão de ruído que possa ser nocivo à saúde, ao bem-estar e à coletividade. Além disso, a regulamentação limita os níveis de intensidade do som para cada área da cidade e define que estabelecimentos com nível de pressão sonora acima de 80 decibéis avisem a clientes sobre danos à saúde. Dentre outras coisas, a lei proíbe carros de som em áreas residenciais ou escolares e exige o isolamento acústico para casas noturnas. A multa para quem desrespeita a norma varia de R$ 3 mil a R$ 20 mil. A pessoa notificada ainda pode ser presa por crime de desobediência caso insista em manter o som acima de um nível aceitado para sua região.
sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
Gilmar Mendes libera sanção de polêmico projeto de Arruda
O Conversa Afiada recebeu de navegante amigo noticia extraída do Congresso em Foco.
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O Ministro Gilmar Dantas, segundo Ricardo Noblat, é aquele que retirou a credibilidade do Supremo, segundo o Ministro Joaquim Barbosa.
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Por essa decisão, se verá que o Supremo Presidente do Supremo pode vir a matar o presidente Lula de sede.
25/04/2009 – 11h16
Gilmar Mendes libera sanção de polêmico projeto de Arruda
Renata Camargo
O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Gilmar Mendes, concedeu na noite desta sexta-feira (24) um pedido de suspensão da liminar que impedia que o Plano Diretor de Ordenamento Territorial do Distrito Federal (Pdot) fosse sancionado neste sábado (25) pelo governador do DF, José Roberto Arruda (DEM). O plano, aprovado em dezembro sob forte pressão do setor da construção civil, ameaça o abastecimento de água na região, segundo laudos de órgãos e entidades ambientais.
Segundo Gilmar Mendes, a decisão do Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJDF) de suspender a sanção do Pdot é “precária e proferida mediante juízo não exauriente dos elementos da causa – impede a efetivação de política pública de significativo impacto social e econômico, consubstanciada na instituição de novas regras para o ordenamento territorial do Distrito Federal, com a previsão, inclusive, da regularização de situações que há anos carecem de definição”.
O ministro considerou que a liminar, impetrada a pedido da bancada do PT na Câmara Legislativa do DF, representa violação à ordem pública por obstaculizar, “sem causa legítima”, os serviços do Executivo local. Em sua decisão, Gilmar Mendes disse também que o pedido de suspensão da bancada petista “priva o governador do DF do exercício de competência que lhe fora constitucionalmente outorgado, sem motivo legítimo para tanto”.
Pressão
Na última quarta-feira (22), o desembargador George Lopes concedeu liminar determinando a suspensão da tramitação do Pdot. Sobre o pedido de liminar da bancada do PT, Lopes definiu que o presidente da Câmara Legislativa do DF deveria solicitar a imediata devolução do projeto de lei que cria a plano de ordenamento, suspendendo a tramitação até decisão final da ação.
Segundo a bancada petista, a matéria deveria ser revista pelos deputados estaduais por destoar “dos dispositivos constitucionais e infraconstitucionais que regem a matéria, ante a ausência de transparência no detalhamento dos mapas de zoneamento, havendo, ainda, divergência na demarcação do Setor Catetinho”.
Como mostrou o Congresso em Foco, o plano de ordenamento do DF contém uma série de irregularidades ambientais, que podem levar à escassez de água na região em um prazo de dez anos. O alerta, ignorado pelo governador Arruda, foi feito pelo presidente do Instituto Brasília Ambiental (Ibram), Gustavo Souto
Maior, órgão responsável pelas políticas, diretrizes e ações ambientais no DF.
O site teve acesso a um documento encaminhado por Souto Maior ao governador, meses antes da aprovação do projeto, em que técnicos consideravam um “risco ambiental”, sobretudo, a construção de um dos setores previstos no plano, o Setor Habitacional Catetinho. O governador Arruda ignorou o laudo e manteve os pontos de divergência no projeto.
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O Ministro Gilmar Dantas, segundo Ricardo Noblat, é aquele que retirou a credibilidade do Supremo, segundo o Ministro Joaquim Barbosa.
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Por essa decisão, se verá que o Supremo Presidente do Supremo pode vir a matar o presidente Lula de sede.
25/04/2009 – 11h16
Gilmar Mendes libera sanção de polêmico projeto de Arruda
Renata Camargo
O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Gilmar Mendes, concedeu na noite desta sexta-feira (24) um pedido de suspensão da liminar que impedia que o Plano Diretor de Ordenamento Territorial do Distrito Federal (Pdot) fosse sancionado neste sábado (25) pelo governador do DF, José Roberto Arruda (DEM). O plano, aprovado em dezembro sob forte pressão do setor da construção civil, ameaça o abastecimento de água na região, segundo laudos de órgãos e entidades ambientais.
Segundo Gilmar Mendes, a decisão do Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJDF) de suspender a sanção do Pdot é “precária e proferida mediante juízo não exauriente dos elementos da causa – impede a efetivação de política pública de significativo impacto social e econômico, consubstanciada na instituição de novas regras para o ordenamento territorial do Distrito Federal, com a previsão, inclusive, da regularização de situações que há anos carecem de definição”.
O ministro considerou que a liminar, impetrada a pedido da bancada do PT na Câmara Legislativa do DF, representa violação à ordem pública por obstaculizar, “sem causa legítima”, os serviços do Executivo local. Em sua decisão, Gilmar Mendes disse também que o pedido de suspensão da bancada petista “priva o governador do DF do exercício de competência que lhe fora constitucionalmente outorgado, sem motivo legítimo para tanto”.
Pressão
Na última quarta-feira (22), o desembargador George Lopes concedeu liminar determinando a suspensão da tramitação do Pdot. Sobre o pedido de liminar da bancada do PT, Lopes definiu que o presidente da Câmara Legislativa do DF deveria solicitar a imediata devolução do projeto de lei que cria a plano de ordenamento, suspendendo a tramitação até decisão final da ação.
Segundo a bancada petista, a matéria deveria ser revista pelos deputados estaduais por destoar “dos dispositivos constitucionais e infraconstitucionais que regem a matéria, ante a ausência de transparência no detalhamento dos mapas de zoneamento, havendo, ainda, divergência na demarcação do Setor Catetinho”.
Como mostrou o Congresso em Foco, o plano de ordenamento do DF contém uma série de irregularidades ambientais, que podem levar à escassez de água na região em um prazo de dez anos. O alerta, ignorado pelo governador Arruda, foi feito pelo presidente do Instituto Brasília Ambiental (Ibram), Gustavo Souto
Maior, órgão responsável pelas políticas, diretrizes e ações ambientais no DF.
O site teve acesso a um documento encaminhado por Souto Maior ao governador, meses antes da aprovação do projeto, em que técnicos consideravam um “risco ambiental”, sobretudo, a construção de um dos setores previstos no plano, o Setor Habitacional Catetinho. O governador Arruda ignorou o laudo e manteve os pontos de divergência no projeto.
Fora Gilmar STF - PREFEITURA3 (GUARÁ-DF) APÓIA PROTESTO E REPUDIA PDOT
6/5/2009 - Fora Gilmar STF - PREFEITURA3 (GUARÁ-DF) APÓIA PROTESTO E REPUDIA PDOT
From: prefeitura3 | 7 de maio de 2009 | 378 exibições
PREFEITURA3 (GUARÁ-DF) APÓIA PROTESTO E REPUDIA PDOT
O Brasil e Brasília exigem a saída do Ministro Gilmar Mendes que além de soltar Daniel Dantas, presenteou o atual Governador do DF e seu vice (Arruda - DEM e Paulo Octávio (empreiteiro) - DEM) com a sanção do PDOT - Plano Diretor de Ordenamento Territorial que é um plano de urbanização que, além de criar indiscriminadamente 29 novas áreas habitacionais, está privilegiando o mercado imobiliário e empreiteiros, com a destinação de vários terrenos público para a construção de inúmeros prédios, sendo que grande parte serão em áreas de extrema importância ambiental, como a Reserva do Bananal (o mal fadado Setor Noroeste), Setor Catetinho entre muitos outros locais do DF. ESSE PDOT É GOLPE!!! http://www.youtube.com/user/prefeitura3
(menos informações)
From: prefeitura3 | 7 de maio de 2009 | 378 exibições
PREFEITURA3 (GUARÁ-DF) APÓIA PROTESTO E REPUDIA PDOT
O Brasil e Brasília exigem a saída do Ministro Gilmar Mendes que além de soltar Daniel Dantas, presenteou o atual Governador do DF e seu vice (Arruda - DEM e Paulo Octávio (empreiteiro) - DEM) com a sanção do PDOT - Plano Diretor de Ordenamento Territorial que é um plano de urbanização que, além de criar indiscriminadamente 29 novas áreas habitacionais, está privilegiando o mercado imobiliário e empreiteiros, com a destinação de vários terrenos público para a construção de inúmeros prédios, sendo que grande parte serão em áreas de extrema importância ambiental, como a Reserva do Bananal (o mal fadado Setor Noroeste), Setor Catetinho entre muitos outros locais do DF. ESSE PDOT É GOLPE!!! http://www.youtube.com/user/prefeitura3
(menos informações)
MPDFT pede anulação do PDOT
Da Folha de S. Paulo desta sexta-feira (4): O escândalo do mensalão do DEM respingou no mercado imobiliário de Brasília, o que, na prática, amplia as suspeitas do envolvimento do vice-governador do DF, Paulo Octávio (DEM), no esquema de coleta e distribuição de propina. Em depoimento ao Ministério Público, Durval Barbosa, ex-secretário do DF e principal denunciante do escândalo, disse que o dinheiro arrecadado pelo mensalão do DEM serviu para a aprovar o plano diretor de Brasília, o PDOT.
Por conta dessa suspeita levantada por Barbosa, ontem o Ministério Público do DF entrou com uma ação na Justiça pedindo a anulação do plano diretor, projeto que levou dois anos para ser aprovado na Câmara Legislativa e, na prática, tem no empresário Octávio um dos beneficiados -a sua construtora é a maior de Brasília.
Ao Ministério Público, Barbosa disse que o plano foi aprovado mediante propinas das empreiteiras favorecidas. Segundo ele, Marcelo Carvalho, diretor da construtora do vice-governador, era quem fazia os repasses de dinheiro.
Paulo Octávio já havia sido mencionado no inquérito da Operação Caixa de Pandora. O nome dele está em planilha que Barbosa entregara à Polícia Federal. O vice-governador, segundo o documento, receberia 30% do valor arrecadado. Por não ter sido até agora personagem das filmagens e grampos telefônicos que vieram a público, Octávio foi poupado nas reuniões do DEM que avaliam a expulsão do governador José Roberto Arruda.
Na ação direta de inconstitucionalidade apresentada ao Tribunal de Justiça do DF, o promotor Roberto Carlos Silva diz que o “mensalão” põe em xeque a votação do PDOT: “Tais suspeitas colocam sob suspeita a lisura do processo legislativo, constituindo mais um forte fundamento a ensejar a declaração de nulidade”. O promotor acredita que o plano feriu os princípios da impessoalidade e moralidade.
O principal eixo do plano é a criação do bairro Noroeste, localizado próximo a uma área de preservação ambiental. O grupo PauloOctávio, do vice-governador, já investiu ao menos R$ 30 milhões na região. Outra empresa que tem projetos no bairro é a construtora JC Gontijo, do empresário José Celso Gontijo. Em um dos vídeos entregues por Barbosa à Justiça, Gontijo foi filmado levando dinheiro para supostamente abastecer o esquema.
Na ação do MP, o promotor Roberto Carlos Silva afirma também que a tramitação do projeto na Câmara Legislativa do DF foi ilegal. O promotor sustenta que o substitutivo da proposta de Arruda não poderia ter sido criado pelos deputados. Um dos autores da redação final é a deputada distrital Eurides Britto (PMDB), filmada recebendo dinheiro vivo.
O projeto foi aprovado em dezembro de 2008, com o maciço apoio da base governista. Votaram contra apenas os cinco deputados do PT e PDT. O deputado distrital Rogério Ulysses (PSB) contrariou a determinação do presidente local do partido, Rodrigo Rollemberg, e votou a favor. Ulysses é investigado como um dos beneficiados do mensalão.
Por conta dessa suspeita levantada por Barbosa, ontem o Ministério Público do DF entrou com uma ação na Justiça pedindo a anulação do plano diretor, projeto que levou dois anos para ser aprovado na Câmara Legislativa e, na prática, tem no empresário Octávio um dos beneficiados -a sua construtora é a maior de Brasília.
Ao Ministério Público, Barbosa disse que o plano foi aprovado mediante propinas das empreiteiras favorecidas. Segundo ele, Marcelo Carvalho, diretor da construtora do vice-governador, era quem fazia os repasses de dinheiro.
Paulo Octávio já havia sido mencionado no inquérito da Operação Caixa de Pandora. O nome dele está em planilha que Barbosa entregara à Polícia Federal. O vice-governador, segundo o documento, receberia 30% do valor arrecadado. Por não ter sido até agora personagem das filmagens e grampos telefônicos que vieram a público, Octávio foi poupado nas reuniões do DEM que avaliam a expulsão do governador José Roberto Arruda.
Na ação direta de inconstitucionalidade apresentada ao Tribunal de Justiça do DF, o promotor Roberto Carlos Silva diz que o “mensalão” põe em xeque a votação do PDOT: “Tais suspeitas colocam sob suspeita a lisura do processo legislativo, constituindo mais um forte fundamento a ensejar a declaração de nulidade”. O promotor acredita que o plano feriu os princípios da impessoalidade e moralidade.
O principal eixo do plano é a criação do bairro Noroeste, localizado próximo a uma área de preservação ambiental. O grupo PauloOctávio, do vice-governador, já investiu ao menos R$ 30 milhões na região. Outra empresa que tem projetos no bairro é a construtora JC Gontijo, do empresário José Celso Gontijo. Em um dos vídeos entregues por Barbosa à Justiça, Gontijo foi filmado levando dinheiro para supostamente abastecer o esquema.
Na ação do MP, o promotor Roberto Carlos Silva afirma também que a tramitação do projeto na Câmara Legislativa do DF foi ilegal. O promotor sustenta que o substitutivo da proposta de Arruda não poderia ter sido criado pelos deputados. Um dos autores da redação final é a deputada distrital Eurides Britto (PMDB), filmada recebendo dinheiro vivo.
O projeto foi aprovado em dezembro de 2008, com o maciço apoio da base governista. Votaram contra apenas os cinco deputados do PT e PDT. O deputado distrital Rogério Ulysses (PSB) contrariou a determinação do presidente local do partido, Rodrigo Rollemberg, e votou a favor. Ulysses é investigado como um dos beneficiados do mensalão.
quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
E Agora José, quem pode contra Eles ?????
Moradores debatem expansão do Sudoeste Defensores de área verde tentam mobilizar comunidade a participar de audiência que definirá a construção, ou não, de mais duas quadras
Rodolfo Borges
Publicação: 23/07/2009 08:24 Atualização: 23/07/2009 08:30
Os moradores do Sudoeste terão amanhã a oportunidade de se manifestar em relação aos planos de expansão do setor. A audiência pública convocada pelo Instituto Brasília Ambiental (Ibram) ocorre às 9h na Igreja Presbiteriana. Durante a reunião, será apresentado e discutido o Relatório de Impacto de Vizinhança das quadras SQSW 500 e 501, que expõem a situação técnica e ambiental do projeto de expansão. Se a apresentação satisfizer os moradores do Sudoeste, o Ibram pode expedir uma licença prévia(1) atestando que o projeto é viável do ponto de vista ambiental.
Contrariado pela forma como o processo foi conduzido, um grupo de moradores se mobilizou para tentar impedir a expansão imobiliária, que, segundo eles, deve piorar a qualidade de vida(2) não apenas dos moradores do Sudoeste, mas de todo o Plano Piloto. A Associação Parque Ecológico das Sucupiras foi criada para defender os interesses da área verde que virou parque de uso múltiplo(3) há quatro anos, mas se engajou na oposição às novas quadras do Sudoeste.
A área na qual está prevista a construção fica entre o Inmet e o Parque das Sucupiras - (Rafael Ohana/CB/D.A Press)
A área na qual está prevista a construção fica entre o Inmet e o Parque das Sucupiras
“Essa é a última grande área verde do Plano Piloto. É preciso preservá-la como monumento, principalmente porque o que se faz na capital é modelo para o país”, considera Fernando Lopes, presidente da associação. Segundo ele, é difícil encontrar moradores do Sudoeste que apoiem a expansão, mas eles não se manifestam contra as novas quadras. A principal proposta do grupo é incorporar ao parque a área destinada às novas quadras.
A comunidade teve pouco mais de um mês para se mobilizar desde que o Ibram informou o agendamento da audiência pública para amanhã. Durante esse período, a associação organizou três reuniões, convocadas por meio de e-mails e faixas espalhadas pelo Sudoeste, mas poucas pessoas, além das cinco que se mobilizaram pela causa, compareceram.
“Se tivéssemos conseguido reunir pelo menos 50 pessoas para tirar uma foto em frente ao parque, eu ainda teria esperança, mas a comunidade não se manifesta”, lamenta o professor de educação física Pedro Henrique Vinhal, 23 anos, que mora na Asa Norte e está engajado na defesa do espaço desde que se uniu a um mutirão de limpeza da área reservada ao Parque das Sucupiras. Na ocasião, 50 pessoas assinaram uma lista manifestando-se contrárias à expansão.
Desenvolvimento
Nem todo mundo é contra as novas quadras. “Pode ser que o trânsito piore, mas o comércio tende a ganhar muito”, defende o presidente da Associação dos Empresários e Empreendedores do Sudoeste, Carlos José de Moura. Para ele, o bairro sai fortalecido com a expansão. “Temos de pensar grande. O Sudoeste não tem posto de saúde ou zona eleitoral. Crescendo, é mais fácil pleitear melhorias”, considera.
Presidente do Conselho Comunitário do Sudoeste, Elber Barbosa concorda que a expansão vai afetar a qualidade de vida do setor, mas já vê a construção das quadras como um fato consumado. “Os órgãos competentes já concederam ou estão em vias de conceder as licenças necessárias”, diz, referindo-se aos avais do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente (Seduma).
Para o líder comunitário, resta aos moradores da região exigir uma compensação da empresa responsável pelas obras. “Além da construção do Parque das Sucupiras, eles também podem investir no Bosque do Sudoeste, que fica atrás da Quadra 302”, sugere Barbosa. É nisso que a Administração do Sudoeste trabalha, segundo o administrador Nilo Cerqueira. “Vamos exigir a melhor compensação possível, tanto nas áreas verdes quanto nas urbanizadas”, garante o administrador. Segundo Cerqueira, a administração deve pedir ainda a revitalização dos parques e de vários canteiros centrais, inclusive na Octogonal.
1 - LICENCIAMENTO
A audiência de amanhã não tem caráter deliberativo. Os moradores podem apenas pedir explicações e fazer sugestões. Se houver questionamentos, a dúvida terá de ser respondida pelo órgão ambiental dentro de 30 dias. Sem questionamentos, é possível até que a empresa responsável já receba a licença de instalação e comece os trabalhos.
2 - AUMENTO POPULACIONAL
Atualmente, 47 mil pessoas moram no Sudoeste. Com a construção das quadras, está prevista a chegada de mais 3,5 mil moradores (aumento de 7,5%), o que deve representar mais 1.576 automóveis na região, considerando a taxa de motorização do DF, de um carro para cada 2,22 habitantes. A Administração do Sudoeste promete melhorias no trânsito a fim de evitar transtornos.
3 - SEM INVESTIMENTO
O Parque Ecológico das Sucupiras foi criado pelo Decreto nº 25.926, de 14 de junho de 2005, que lhe atribuía área total de 26 hectares. A criação do parque se baseou na conservação de áreas verdes e no estímulo ao desenvolvimento da educação ambiental e das atividades de recreação e lazer em contato com a natureza, mas, desde que foi criado, ele não recebeu qualquer investimento estrutural.
PARA SABER MAIS
Nos moldes do Plano Piloto
Como revelou o Correio, os primeiros desenhos das novas quadras do Sudoeste mostram que elas terão, juntas, 22 prédios residenciais nos moldes do Plano Piloto (com limite de seis andares) e seis blocos comerciais. A expansão ocupa um terreno de 140 mil metros quadrados que pertencia à Marinha, mas foi permutado com a construtora Antares em 2007. A área fica entre o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e o Parque das Sucupiras, praticamente às margens do Eixo Monumental.
As duas quadras serão interligadas e está reservada uma área institucional entre elas, que deve ser ocupada por uma escola. Todos os prédios terão garagem no subsolo. As saídas das duas quadras darão acesso à pista que passa pelo Sudoeste Econômico. O projeto mostra ainda que os blocos comerciais terão quatro andares e ficarão no fundo das quadras, virados para a rua em frente ao Setor de Oficinas.
O comércio local ocupará uma área de 9 mil metros quadrados e as lojas serão mais espaçosas que as do Plano Piloto. O empreendimento será cercado de verde, com quadras bem arborizadas — apenas 15% do terreno deve ser ocupado por edificações, de acordo com o projeto.
Rodolfo Borges
Publicação: 23/07/2009 08:24 Atualização: 23/07/2009 08:30
Os moradores do Sudoeste terão amanhã a oportunidade de se manifestar em relação aos planos de expansão do setor. A audiência pública convocada pelo Instituto Brasília Ambiental (Ibram) ocorre às 9h na Igreja Presbiteriana. Durante a reunião, será apresentado e discutido o Relatório de Impacto de Vizinhança das quadras SQSW 500 e 501, que expõem a situação técnica e ambiental do projeto de expansão. Se a apresentação satisfizer os moradores do Sudoeste, o Ibram pode expedir uma licença prévia(1) atestando que o projeto é viável do ponto de vista ambiental.
Contrariado pela forma como o processo foi conduzido, um grupo de moradores se mobilizou para tentar impedir a expansão imobiliária, que, segundo eles, deve piorar a qualidade de vida(2) não apenas dos moradores do Sudoeste, mas de todo o Plano Piloto. A Associação Parque Ecológico das Sucupiras foi criada para defender os interesses da área verde que virou parque de uso múltiplo(3) há quatro anos, mas se engajou na oposição às novas quadras do Sudoeste.
A área na qual está prevista a construção fica entre o Inmet e o Parque das Sucupiras - (Rafael Ohana/CB/D.A Press)
A área na qual está prevista a construção fica entre o Inmet e o Parque das Sucupiras
“Essa é a última grande área verde do Plano Piloto. É preciso preservá-la como monumento, principalmente porque o que se faz na capital é modelo para o país”, considera Fernando Lopes, presidente da associação. Segundo ele, é difícil encontrar moradores do Sudoeste que apoiem a expansão, mas eles não se manifestam contra as novas quadras. A principal proposta do grupo é incorporar ao parque a área destinada às novas quadras.
A comunidade teve pouco mais de um mês para se mobilizar desde que o Ibram informou o agendamento da audiência pública para amanhã. Durante esse período, a associação organizou três reuniões, convocadas por meio de e-mails e faixas espalhadas pelo Sudoeste, mas poucas pessoas, além das cinco que se mobilizaram pela causa, compareceram.
“Se tivéssemos conseguido reunir pelo menos 50 pessoas para tirar uma foto em frente ao parque, eu ainda teria esperança, mas a comunidade não se manifesta”, lamenta o professor de educação física Pedro Henrique Vinhal, 23 anos, que mora na Asa Norte e está engajado na defesa do espaço desde que se uniu a um mutirão de limpeza da área reservada ao Parque das Sucupiras. Na ocasião, 50 pessoas assinaram uma lista manifestando-se contrárias à expansão.
Desenvolvimento
Nem todo mundo é contra as novas quadras. “Pode ser que o trânsito piore, mas o comércio tende a ganhar muito”, defende o presidente da Associação dos Empresários e Empreendedores do Sudoeste, Carlos José de Moura. Para ele, o bairro sai fortalecido com a expansão. “Temos de pensar grande. O Sudoeste não tem posto de saúde ou zona eleitoral. Crescendo, é mais fácil pleitear melhorias”, considera.
Presidente do Conselho Comunitário do Sudoeste, Elber Barbosa concorda que a expansão vai afetar a qualidade de vida do setor, mas já vê a construção das quadras como um fato consumado. “Os órgãos competentes já concederam ou estão em vias de conceder as licenças necessárias”, diz, referindo-se aos avais do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente (Seduma).
Para o líder comunitário, resta aos moradores da região exigir uma compensação da empresa responsável pelas obras. “Além da construção do Parque das Sucupiras, eles também podem investir no Bosque do Sudoeste, que fica atrás da Quadra 302”, sugere Barbosa. É nisso que a Administração do Sudoeste trabalha, segundo o administrador Nilo Cerqueira. “Vamos exigir a melhor compensação possível, tanto nas áreas verdes quanto nas urbanizadas”, garante o administrador. Segundo Cerqueira, a administração deve pedir ainda a revitalização dos parques e de vários canteiros centrais, inclusive na Octogonal.
1 - LICENCIAMENTO
A audiência de amanhã não tem caráter deliberativo. Os moradores podem apenas pedir explicações e fazer sugestões. Se houver questionamentos, a dúvida terá de ser respondida pelo órgão ambiental dentro de 30 dias. Sem questionamentos, é possível até que a empresa responsável já receba a licença de instalação e comece os trabalhos.
2 - AUMENTO POPULACIONAL
Atualmente, 47 mil pessoas moram no Sudoeste. Com a construção das quadras, está prevista a chegada de mais 3,5 mil moradores (aumento de 7,5%), o que deve representar mais 1.576 automóveis na região, considerando a taxa de motorização do DF, de um carro para cada 2,22 habitantes. A Administração do Sudoeste promete melhorias no trânsito a fim de evitar transtornos.
3 - SEM INVESTIMENTO
O Parque Ecológico das Sucupiras foi criado pelo Decreto nº 25.926, de 14 de junho de 2005, que lhe atribuía área total de 26 hectares. A criação do parque se baseou na conservação de áreas verdes e no estímulo ao desenvolvimento da educação ambiental e das atividades de recreação e lazer em contato com a natureza, mas, desde que foi criado, ele não recebeu qualquer investimento estrutural.
PARA SABER MAIS
Nos moldes do Plano Piloto
Como revelou o Correio, os primeiros desenhos das novas quadras do Sudoeste mostram que elas terão, juntas, 22 prédios residenciais nos moldes do Plano Piloto (com limite de seis andares) e seis blocos comerciais. A expansão ocupa um terreno de 140 mil metros quadrados que pertencia à Marinha, mas foi permutado com a construtora Antares em 2007. A área fica entre o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e o Parque das Sucupiras, praticamente às margens do Eixo Monumental.
As duas quadras serão interligadas e está reservada uma área institucional entre elas, que deve ser ocupada por uma escola. Todos os prédios terão garagem no subsolo. As saídas das duas quadras darão acesso à pista que passa pelo Sudoeste Econômico. O projeto mostra ainda que os blocos comerciais terão quatro andares e ficarão no fundo das quadras, virados para a rua em frente ao Setor de Oficinas.
O comércio local ocupará uma área de 9 mil metros quadrados e as lojas serão mais espaçosas que as do Plano Piloto. O empreendimento será cercado de verde, com quadras bem arborizadas — apenas 15% do terreno deve ser ocupado por edificações, de acordo com o projeto.
Mobilização local no Sudoeste
http://grupocurrupiao.blogspot.com/2009/08/protesto-contra-especulacao-imobiliaria.html
PROTESTO CONTRA A ESPECULAÇÃO IMOBILIÁRIA, SUDOESTE, BRASÍLIA, DF (16.ago.2009)
link acima com fotos !
PROTESTO CONTRA A ESPECULAÇÃO IMOBILIÁRIA, SUDOESTE, BRASÍLIA, DF (16.ago.2009)
link acima com fotos !
Noroeste alavanca preços dos imóveis
Mariana Flores
Publicação: 08/11/2009 08:12 Atualização: 08/11/2009 08:25
Setor residencial com um dos metros quadrados mais caros da capital do país, o Noroeste tem alavancado os preços dos imóveis em todo o Distrito Federal. Os primeiros lançamentos no setor ecológico tiveram efeito difusor sobre o mercado da capital, que passa a ocupar este ano o segundo lugar no ranking de cidades onde mais se vende imóveis — só perderá para São Paulo. A demanda crescente deve fazer com que os preços dobrem nos próximos cinco anos, segundo estimativas dos empresários do setor.
- (Seduma/Divulgação)
Até dois anos atrás, o metro quadrado a R$ 8 mil era considerado inaceitável pelos consumidores. Os primeiros apartamentos do Noroeste foram vendidos com valores que variam de R$ 8 mil a R$ 10 mil o metro quadrado. No fim de semana passado, a Lopes Royal comercializou quase 100 flats à margem do Lago Paranoá a R$ 12 mil o metro quadrado. Em Águas Claras, o valor dos imóveis quase dobrou desde 2007. Os últimos lançamentos feitos na cidade passam de R$ 4 mil o m². Em Samambaia e no Gama, os valores superam R$ 2,5 mil.
Maquetes do bairro que será erguido no Plano Piloto: projeções foram vendidas às construtoras por R$ 10 milhões e, agora, os valores ultrapassam R$ 16 milhões. O reajuste é repassado para o metro quadrado - (Seduma/Divulgação)
Maquetes do bairro que será erguido no Plano Piloto: projeções foram vendidas às construtoras por R$ 10 milhões e, agora, os valores ultrapassam R$ 16 milhões. O reajuste é repassado para o metro quadrado
E a tendência é que os reajustes continuem. Portanto, os brasilienses devem se preparar. Pela previsão dos empresários do setor, se o índice de crescimento seguir o mesmo ritmo registrado desde o início da década, de 20% de valorização ao ano, em pouco tempo, o DF atingirá os valores verificados em São Paulo e no Rio de Janeiro. Ou seja, em apenas cinco anos, o brasiliense terá que conviver com preços que chegam a R$ 20 mil o metro quadrado. “Os preços aqui não chegaram no ápice. Há espaço para crescerem mais”, avisa Marco Antônio Demartini, diretor da Lopes Royal.
A expectativa é de que o volume geral de vendas de imóveis no DF atinja, em 2009, R$ 3,1 bilhões, contra R$ 2,1 bilhões registrados no ano passado. Em 2008, o Rio de Janeiro vendeu o equivalente a
R$ 2,5 bilhões, mas, este ano, a capital fluminense não deve ter crescimento sobre o ano anterior. São Paulo aparece em primeiro lugar, com vendas no valor total de
R$ 7,2 bilhões. “A região do Plano Piloto é muito valorizada pela escassez de terrenos e por estar em boa localização, mas está longe de ser a mais cara do país, o metro quadrado na orla da Zona Sul, no Rio de Janeiro, pode chegar a R$ 30 mil”, afirma Frederico Kessler, diretor regional da Rossi, presente em mais de 60 cidades brasileiras e com um lançamento previsto para este ano no Noroeste.
Crescimento
Mas o ritmo de crescimento do mercado no DF ultrapassa o das duas cidades, na opinião do gerente nacional de vendas da João Fortes Engenharia, Jorge Rucas. “A valorização vista em Brasília é a maior do país. As zonas sul de São Paulo e do Rio de Janeiro são mais caras, mas a valorização ano a ano do DF como um todo é bem maior. O Noroeste ajuda a puxar os valores para cima. A oferta no Plano Piloto está muito baixa, e a demanda, elevada, o que pressiona o preço”, afirma. A João Fortes Engenharia lançou, esta semana, seu primeiro empreendimento no novo setor. Em 2010, vai lançar outras três obras.
O poder do Noroeste está no fato de ser o último setor imobiliário na região central de Brasília, segundo o gerente comercial da Emplavi, Wilson Charles Oliveira, que lançou, há duas semanas, um residencial de dois e três quartos no bairro ecológico, localizado na Asa Norte. “É o último setor nobre na área tombada, certamente os preços vão subir mais ainda”, afirma. “A tendência é que os imóveis fiquem cada vez mais caros. O Plano Piloto é finito e Águas Claras está acabando”, completa Marcelo Carvalho, diretor da Paulo Octávio Investimentos Imobiliários.
O diretor de incorporações imobiliárias do grupo Via Engenharia, Tarcísio Rodrigues Ferreira Leite, concorda. “O mercado financeiro não está rendendo bem, o que eleva a demanda por imóveis. A isso, no DF, soma-se a carência de oferta de terrenos. O setor está mantendo uma rentabilidade histórica em torno de 20% ao ano”, afirma. O grupo, que possui três prédios em fase de comercialização no Noroeste e vai lançar o quarto ainda este ano, tem ainda outras cinco projeções para construções futuras.
A falta de terrenos puxa os custos para cima, de acordo com o gerente comercial da Emplavi, Wilson Charles Oliveira. “Além da demanda elevada, os preços altos têm origem na forma como os terrenos são comercializados. A Terracap vende por licitação em doses homeopáticas e esse controle da oferta faz com que haja um aumento natural do preço”, afirma. De acordo com ele, as primeiras projeções no Noroeste foram vendidas às construtoras por R$ 10 milhões e agora já passam de R$ 16 milhões. “Não tem jeito de não repassar para o metro quadrado do apartamento”, acrescenta.
Valorização acelerada
As próprias construtoras se assustam com os preços alcançados na capital do país. “Não imaginávamos que fôssemos vender imóvel em Águas Claras a R$ 4,5 mil o metro quadrado”, afirma Marcelo Carvalho, da Paulo Octávio. Nem o engenheiro Gebrim Ésper Junior, de 52 anos, calculava que suas três quitinetes compradas há dois anos na cidade renderiam tanto. Uma delas, adquirida a
R$ 32 mil em 2007, foi vendida a R$ 95 mil recentemente.
Seu novo investimento agora é o Noroeste. Ele comprou um apartamento de dois quartos no novo bairro. Pagou R$ 8,2 mil pelo metro quadrado. Gebrim ainda não sabe se vai vender assim que ficar pronto ou se vai se mudar para o Noroeste e alugar o apartamento da Asa Sul, onde mora atualmente. “Na Asa Sul, não vendo. Como lá não tem mais imóveis novos, a tendência é valorizar cada vez mais”, acredita.
Susto
A volta do crescimento econômico ajudou a alavancar as vendas, segundo Marcelo Carvalho. “Houve um susto há um ano. Com o início da crise, todo mundo se encolheu, mas depois as vendas ganharam uma celeridade que não esperávamos. O mercado de Brasília é comprador. E os preços estão subindo. Há dois anos, um imóvel no Sudoeste não passava de R$ 8 mil o metro quadrado, agora temos apartamentos sendo vendidos a R$ 10 mil o metro quadrado. O Noroeste criou muita expectativa e puxou tudo para cima”, afirma. Esta semana, a Paulo Octávio lança seus dois primeiros residenciais no bairro.
Com dois terrenos no Noroeste, a JC Gontijo quer esperar o avanço da infraestrutura antes de começar a construir. Enquanto isso, investe nos residenciais em condomínios fechados. Em seis meses, vendeu mais de 1 mil apartamentos do Living, localizado próximo ao ParkShopping, a um valor médio de R$ 7,2 mil o metro quadrado. O Super Quadra Atlântica, novo condomínio lançado neste fim de semana a R$ 5,5 mil o metro quadrado, deve passar de R$ 8 mil em algumas semanas, segundo Rodrigo Nogueira, sócio-diretor da companhia. “A valorização é generalizada. Com a queda dos juros, as pessoas estão tirando investimentos e indo para o setor imobiliário”, afirma. (MF)
Bom negócio
A Companhia Imobiliária de Brasília (Terracap) deve lançar, no próximo dia 26, licitação para a venda de novas projeções do Setor Noroeste.
O aumento
Exemplos de valorização dos imóveis no Distrito Federal nos últimos anos:
591%
Reajuste médio dos preços das quitinetes localizadas no Sudoeste
e na Asa Sul desde o início da década. O m², em 2000, girava em
torno de R$ 1,2 mil. O valor médio atual está em R$ 8,3 mil
265%
Aumento do preço de apartamentos de três quartos localizados
no Sudoeste nos últimos nove anos. O m² médio saltou de
R$ 2,3 mil para R$ 8,4 mil
304%
Valorização média dos imóveis em Águas Claras. Os preços
passaram de R$ 990 o m² para mais de R$ 4 mil
Fonte: Lopes Royal
Publicação: 08/11/2009 08:12 Atualização: 08/11/2009 08:25
Setor residencial com um dos metros quadrados mais caros da capital do país, o Noroeste tem alavancado os preços dos imóveis em todo o Distrito Federal. Os primeiros lançamentos no setor ecológico tiveram efeito difusor sobre o mercado da capital, que passa a ocupar este ano o segundo lugar no ranking de cidades onde mais se vende imóveis — só perderá para São Paulo. A demanda crescente deve fazer com que os preços dobrem nos próximos cinco anos, segundo estimativas dos empresários do setor.
- (Seduma/Divulgação)
Até dois anos atrás, o metro quadrado a R$ 8 mil era considerado inaceitável pelos consumidores. Os primeiros apartamentos do Noroeste foram vendidos com valores que variam de R$ 8 mil a R$ 10 mil o metro quadrado. No fim de semana passado, a Lopes Royal comercializou quase 100 flats à margem do Lago Paranoá a R$ 12 mil o metro quadrado. Em Águas Claras, o valor dos imóveis quase dobrou desde 2007. Os últimos lançamentos feitos na cidade passam de R$ 4 mil o m². Em Samambaia e no Gama, os valores superam R$ 2,5 mil.
Maquetes do bairro que será erguido no Plano Piloto: projeções foram vendidas às construtoras por R$ 10 milhões e, agora, os valores ultrapassam R$ 16 milhões. O reajuste é repassado para o metro quadrado - (Seduma/Divulgação)
Maquetes do bairro que será erguido no Plano Piloto: projeções foram vendidas às construtoras por R$ 10 milhões e, agora, os valores ultrapassam R$ 16 milhões. O reajuste é repassado para o metro quadrado
E a tendência é que os reajustes continuem. Portanto, os brasilienses devem se preparar. Pela previsão dos empresários do setor, se o índice de crescimento seguir o mesmo ritmo registrado desde o início da década, de 20% de valorização ao ano, em pouco tempo, o DF atingirá os valores verificados em São Paulo e no Rio de Janeiro. Ou seja, em apenas cinco anos, o brasiliense terá que conviver com preços que chegam a R$ 20 mil o metro quadrado. “Os preços aqui não chegaram no ápice. Há espaço para crescerem mais”, avisa Marco Antônio Demartini, diretor da Lopes Royal.
A expectativa é de que o volume geral de vendas de imóveis no DF atinja, em 2009, R$ 3,1 bilhões, contra R$ 2,1 bilhões registrados no ano passado. Em 2008, o Rio de Janeiro vendeu o equivalente a
R$ 2,5 bilhões, mas, este ano, a capital fluminense não deve ter crescimento sobre o ano anterior. São Paulo aparece em primeiro lugar, com vendas no valor total de
R$ 7,2 bilhões. “A região do Plano Piloto é muito valorizada pela escassez de terrenos e por estar em boa localização, mas está longe de ser a mais cara do país, o metro quadrado na orla da Zona Sul, no Rio de Janeiro, pode chegar a R$ 30 mil”, afirma Frederico Kessler, diretor regional da Rossi, presente em mais de 60 cidades brasileiras e com um lançamento previsto para este ano no Noroeste.
Crescimento
Mas o ritmo de crescimento do mercado no DF ultrapassa o das duas cidades, na opinião do gerente nacional de vendas da João Fortes Engenharia, Jorge Rucas. “A valorização vista em Brasília é a maior do país. As zonas sul de São Paulo e do Rio de Janeiro são mais caras, mas a valorização ano a ano do DF como um todo é bem maior. O Noroeste ajuda a puxar os valores para cima. A oferta no Plano Piloto está muito baixa, e a demanda, elevada, o que pressiona o preço”, afirma. A João Fortes Engenharia lançou, esta semana, seu primeiro empreendimento no novo setor. Em 2010, vai lançar outras três obras.
O poder do Noroeste está no fato de ser o último setor imobiliário na região central de Brasília, segundo o gerente comercial da Emplavi, Wilson Charles Oliveira, que lançou, há duas semanas, um residencial de dois e três quartos no bairro ecológico, localizado na Asa Norte. “É o último setor nobre na área tombada, certamente os preços vão subir mais ainda”, afirma. “A tendência é que os imóveis fiquem cada vez mais caros. O Plano Piloto é finito e Águas Claras está acabando”, completa Marcelo Carvalho, diretor da Paulo Octávio Investimentos Imobiliários.
O diretor de incorporações imobiliárias do grupo Via Engenharia, Tarcísio Rodrigues Ferreira Leite, concorda. “O mercado financeiro não está rendendo bem, o que eleva a demanda por imóveis. A isso, no DF, soma-se a carência de oferta de terrenos. O setor está mantendo uma rentabilidade histórica em torno de 20% ao ano”, afirma. O grupo, que possui três prédios em fase de comercialização no Noroeste e vai lançar o quarto ainda este ano, tem ainda outras cinco projeções para construções futuras.
A falta de terrenos puxa os custos para cima, de acordo com o gerente comercial da Emplavi, Wilson Charles Oliveira. “Além da demanda elevada, os preços altos têm origem na forma como os terrenos são comercializados. A Terracap vende por licitação em doses homeopáticas e esse controle da oferta faz com que haja um aumento natural do preço”, afirma. De acordo com ele, as primeiras projeções no Noroeste foram vendidas às construtoras por R$ 10 milhões e agora já passam de R$ 16 milhões. “Não tem jeito de não repassar para o metro quadrado do apartamento”, acrescenta.
Valorização acelerada
As próprias construtoras se assustam com os preços alcançados na capital do país. “Não imaginávamos que fôssemos vender imóvel em Águas Claras a R$ 4,5 mil o metro quadrado”, afirma Marcelo Carvalho, da Paulo Octávio. Nem o engenheiro Gebrim Ésper Junior, de 52 anos, calculava que suas três quitinetes compradas há dois anos na cidade renderiam tanto. Uma delas, adquirida a
R$ 32 mil em 2007, foi vendida a R$ 95 mil recentemente.
Seu novo investimento agora é o Noroeste. Ele comprou um apartamento de dois quartos no novo bairro. Pagou R$ 8,2 mil pelo metro quadrado. Gebrim ainda não sabe se vai vender assim que ficar pronto ou se vai se mudar para o Noroeste e alugar o apartamento da Asa Sul, onde mora atualmente. “Na Asa Sul, não vendo. Como lá não tem mais imóveis novos, a tendência é valorizar cada vez mais”, acredita.
Susto
A volta do crescimento econômico ajudou a alavancar as vendas, segundo Marcelo Carvalho. “Houve um susto há um ano. Com o início da crise, todo mundo se encolheu, mas depois as vendas ganharam uma celeridade que não esperávamos. O mercado de Brasília é comprador. E os preços estão subindo. Há dois anos, um imóvel no Sudoeste não passava de R$ 8 mil o metro quadrado, agora temos apartamentos sendo vendidos a R$ 10 mil o metro quadrado. O Noroeste criou muita expectativa e puxou tudo para cima”, afirma. Esta semana, a Paulo Octávio lança seus dois primeiros residenciais no bairro.
Com dois terrenos no Noroeste, a JC Gontijo quer esperar o avanço da infraestrutura antes de começar a construir. Enquanto isso, investe nos residenciais em condomínios fechados. Em seis meses, vendeu mais de 1 mil apartamentos do Living, localizado próximo ao ParkShopping, a um valor médio de R$ 7,2 mil o metro quadrado. O Super Quadra Atlântica, novo condomínio lançado neste fim de semana a R$ 5,5 mil o metro quadrado, deve passar de R$ 8 mil em algumas semanas, segundo Rodrigo Nogueira, sócio-diretor da companhia. “A valorização é generalizada. Com a queda dos juros, as pessoas estão tirando investimentos e indo para o setor imobiliário”, afirma. (MF)
Bom negócio
A Companhia Imobiliária de Brasília (Terracap) deve lançar, no próximo dia 26, licitação para a venda de novas projeções do Setor Noroeste.
O aumento
Exemplos de valorização dos imóveis no Distrito Federal nos últimos anos:
591%
Reajuste médio dos preços das quitinetes localizadas no Sudoeste
e na Asa Sul desde o início da década. O m², em 2000, girava em
torno de R$ 1,2 mil. O valor médio atual está em R$ 8,3 mil
265%
Aumento do preço de apartamentos de três quartos localizados
no Sudoeste nos últimos nove anos. O m² médio saltou de
R$ 2,3 mil para R$ 8,4 mil
304%
Valorização média dos imóveis em Águas Claras. Os preços
passaram de R$ 990 o m² para mais de R$ 4 mil
Fonte: Lopes Royal
Mensalão de Arruda atropela meio ambiente
03/12/2009 - 06h20
Mensalão de Arruda atropela meio ambiente
"O PDOT é um verdadeiro tiro no pé dos habitantes de Brasília e uma mina de ouro para empresas, governantes e oportunistas"
Clique no nome do colunista para ver outros artigos
Renata Camargo*
A grave crise política que se instalou na capital federal desde a semana passada revela como os interesses e as ambições de particulares estão desqualificando a qualidade de vida da população. O inquérito da Operação Caixa de Pandora da Polícia Federal sobre o esquema de corrupção envolvendo a alta cúpula do governo do Distrito Federal faz um breve relato sobre o jogo de interesses de construtoras e empresários do setor imobiliário na aprovação do Plano Diretor de Ordenamento Territorial do DF (PDOT), um projeto – hoje lei – anômalo do ponto de vista ambiental.
O PDOT é um instrumento utilizado para organizar a ocupação nas cidades. Por ele, se define para onde é possível expandir a ocupação urbana, quais lugares não podem ser habitados por terem recursos naturais estratégicos, quais os pontos em que serão necessárias áreas de preservação para melhor gerir a vida nas cidades, e outras decisões estratégicas para manter uma melhor qualidade de vida para os moradores.
No documento da PF, Durval Barbosa, o mentor do escândalo, relata que Marcelo Carvalho, diretor do Grupo Empresarial Paulo Octávio (grupo do vice-governador, empresário do setor da construção e imobiliário), “foi um dos responsáveis pela distribuição dos valores arrecadados para pagamento de deputados distritais em razão da aprovação do Plano Diretor de Ordenamento Territorial do DF”. Durval reforça que “o dinheiro era arrecadado entre as empresas que se beneficiaram com a aprovação do novo PDOT”.
A informação tem passado batida pela imprensa, muito provavelmente por falta de interesse (entre aspas) da mídia local e por ausência de conhecimento mais aprofundado sobre o assunto por parte da imprensa de outros estados. A questão é que o PDOT é um verdadeiro tiro no pé dos habitantes do Distrito Federal e arredores e uma mina de ouro para empresas, governantes e oportunistas do setor da construção civil e imobiliário.
O PDOT foi aprovado pelos deputados distritais da Câmara Legislativa do Distrito Federal em dezembro do ano passado. Entre os distritais, estavam os quatro diretamente acusados de receber propina para aprovar matérias de interesse do Executivo local. Um deles, o presidente, agora licenciado, da Câmara, Leonardo Prudente, aquele que aparece em vídeo colocando dinheiro na meia, na época líder do governo. Outra, a deputada Eurides Brito, aquela que fecha a porta para receber bolos de dinheiro, também mostrado em vídeo. Eurides, inclusive, foi uma das relatoras do projeto do PDOT.
Foi ela quem deixou claro que a Câmara Legislativa ignoraria os questionamentos do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) sobre o PDOT (Leia a recomendação do MP). Em março deste ano, quando os apontamentos do MP foram feitos, Eurides disse que descartaria qualquer possibilidade de alguma emenda aprovada pelos distritais não constar na redação final do PDOT. Assim o fez. Na ocasião, a deputada explicou que a redação final havia sido preparada com “todos os cuidados”.
E que cuidados foram esses? Os distritais tiveram o cuidado de desconsiderar um alerta feito pelo Instituto Brasília Ambiental (Ibram), órgão do governo do DF, e da Companhia de Saneamento Ambiental do DF (Caesb), responsável pelo abastecimento de água da cidade. O alerta prevê escassez de água na região nas próximas décadas, caso as áreas previstas para expansão urbana no PDOT forem consolidadas. O alvo maior de críticas é o Setor Habitacional Catetinho, a ser construído em uma Área de Proteção de Mananciais (APM), com até 25 mil moradias.
Tomaram o cuidado também de transformar áreas rurais em área urbana sem considerar a capacidade de suporte e integridade dos ecossistemas naturais de cada localidade. Ao transformar a área rural em urbana, intensifica-se o povoamento local, aumentando o impacto humano, a quantidade de água utilizada, a deposição de lixo, o volume de esgoto, etc. Uma dessas áreas está localizada na reserva ambiental do Tororó, às margens da DF-140, onde estão construindo um condomínio de luxo da linha Alphaville.
Os deputados tiveram, na verdade, o cuidado de aprovar a construção de vários novos condomínios para a classe alta e média alta, ignorando que o déficit habitacional brasileiro está nas classes baixa e média baixa. Cuidaram também para dar a devida publicidade ao texto do PDOT. Realizaram 12 audiências públicas e três seminários sobre o plano diretor e, para o texto final, desconsideram as vozes contrárias e sumariamente aprovaram o projeto sem que a população conhecesse o texto final.
Os distritais tiveram ainda a sensibilidade apurada para descartar os pareceres de entidades ambientais, que explicitaram que não há necessidade de criar novas áreas de expansão urbana no Distrito Federal. Segundo estudo feito por Mônica Veríssimo, da Fundação SD – Sustentabilidade e Desenvolvimento, há no DF espaço urbano suficiente para abarcar o crescimento populacional dos próximos 12 anos. (Leia o parecer da fundação sobre os problemas do PDOT)
A população do DF e entorno soma cerca de 4 milhões de habitantes, com crescimento em razão de 100 mil pessoas por ano – uma das maiores taxas de crescimento populacional do país. Brasília se localiza no coração do DF e junto com Taguatinga, cidade-satélite da capital, concentra 80% dos postos de trabalho da região. Estima-se que 55% da economia local seja sustentada pelo funcionalismo público. Isso explica porque em meio à recente crise financeira mundial, o mercado de luxo em Brasília tenha crescido 20%.
Esse perfil de boa parte dos consumidores da capital, característica advinda do serviço público, também explica, em parte, a estratégia ambiciosa do setor da construção civil e imobiliário no DF. Não há crise, então empresas como JC Gontijo, cujo presidente é citado nos autos do inquérito, se aproveitam de uma renda estável para parcelar o DF, com lucro garantido. A preços exorbitantes vendem uma quitinete na planta por meio milhão, em um bairro que está sendo construído em área que era reserva indígena (Setor Noroeste).
Mensalão de Arruda atropela meio ambiente
"O PDOT é um verdadeiro tiro no pé dos habitantes de Brasília e uma mina de ouro para empresas, governantes e oportunistas"
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Renata Camargo*
A grave crise política que se instalou na capital federal desde a semana passada revela como os interesses e as ambições de particulares estão desqualificando a qualidade de vida da população. O inquérito da Operação Caixa de Pandora da Polícia Federal sobre o esquema de corrupção envolvendo a alta cúpula do governo do Distrito Federal faz um breve relato sobre o jogo de interesses de construtoras e empresários do setor imobiliário na aprovação do Plano Diretor de Ordenamento Territorial do DF (PDOT), um projeto – hoje lei – anômalo do ponto de vista ambiental.
O PDOT é um instrumento utilizado para organizar a ocupação nas cidades. Por ele, se define para onde é possível expandir a ocupação urbana, quais lugares não podem ser habitados por terem recursos naturais estratégicos, quais os pontos em que serão necessárias áreas de preservação para melhor gerir a vida nas cidades, e outras decisões estratégicas para manter uma melhor qualidade de vida para os moradores.
No documento da PF, Durval Barbosa, o mentor do escândalo, relata que Marcelo Carvalho, diretor do Grupo Empresarial Paulo Octávio (grupo do vice-governador, empresário do setor da construção e imobiliário), “foi um dos responsáveis pela distribuição dos valores arrecadados para pagamento de deputados distritais em razão da aprovação do Plano Diretor de Ordenamento Territorial do DF”. Durval reforça que “o dinheiro era arrecadado entre as empresas que se beneficiaram com a aprovação do novo PDOT”.
A informação tem passado batida pela imprensa, muito provavelmente por falta de interesse (entre aspas) da mídia local e por ausência de conhecimento mais aprofundado sobre o assunto por parte da imprensa de outros estados. A questão é que o PDOT é um verdadeiro tiro no pé dos habitantes do Distrito Federal e arredores e uma mina de ouro para empresas, governantes e oportunistas do setor da construção civil e imobiliário.
O PDOT foi aprovado pelos deputados distritais da Câmara Legislativa do Distrito Federal em dezembro do ano passado. Entre os distritais, estavam os quatro diretamente acusados de receber propina para aprovar matérias de interesse do Executivo local. Um deles, o presidente, agora licenciado, da Câmara, Leonardo Prudente, aquele que aparece em vídeo colocando dinheiro na meia, na época líder do governo. Outra, a deputada Eurides Brito, aquela que fecha a porta para receber bolos de dinheiro, também mostrado em vídeo. Eurides, inclusive, foi uma das relatoras do projeto do PDOT.
Foi ela quem deixou claro que a Câmara Legislativa ignoraria os questionamentos do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) sobre o PDOT (Leia a recomendação do MP). Em março deste ano, quando os apontamentos do MP foram feitos, Eurides disse que descartaria qualquer possibilidade de alguma emenda aprovada pelos distritais não constar na redação final do PDOT. Assim o fez. Na ocasião, a deputada explicou que a redação final havia sido preparada com “todos os cuidados”.
E que cuidados foram esses? Os distritais tiveram o cuidado de desconsiderar um alerta feito pelo Instituto Brasília Ambiental (Ibram), órgão do governo do DF, e da Companhia de Saneamento Ambiental do DF (Caesb), responsável pelo abastecimento de água da cidade. O alerta prevê escassez de água na região nas próximas décadas, caso as áreas previstas para expansão urbana no PDOT forem consolidadas. O alvo maior de críticas é o Setor Habitacional Catetinho, a ser construído em uma Área de Proteção de Mananciais (APM), com até 25 mil moradias.
Tomaram o cuidado também de transformar áreas rurais em área urbana sem considerar a capacidade de suporte e integridade dos ecossistemas naturais de cada localidade. Ao transformar a área rural em urbana, intensifica-se o povoamento local, aumentando o impacto humano, a quantidade de água utilizada, a deposição de lixo, o volume de esgoto, etc. Uma dessas áreas está localizada na reserva ambiental do Tororó, às margens da DF-140, onde estão construindo um condomínio de luxo da linha Alphaville.
Os deputados tiveram, na verdade, o cuidado de aprovar a construção de vários novos condomínios para a classe alta e média alta, ignorando que o déficit habitacional brasileiro está nas classes baixa e média baixa. Cuidaram também para dar a devida publicidade ao texto do PDOT. Realizaram 12 audiências públicas e três seminários sobre o plano diretor e, para o texto final, desconsideram as vozes contrárias e sumariamente aprovaram o projeto sem que a população conhecesse o texto final.
Os distritais tiveram ainda a sensibilidade apurada para descartar os pareceres de entidades ambientais, que explicitaram que não há necessidade de criar novas áreas de expansão urbana no Distrito Federal. Segundo estudo feito por Mônica Veríssimo, da Fundação SD – Sustentabilidade e Desenvolvimento, há no DF espaço urbano suficiente para abarcar o crescimento populacional dos próximos 12 anos. (Leia o parecer da fundação sobre os problemas do PDOT)
A população do DF e entorno soma cerca de 4 milhões de habitantes, com crescimento em razão de 100 mil pessoas por ano – uma das maiores taxas de crescimento populacional do país. Brasília se localiza no coração do DF e junto com Taguatinga, cidade-satélite da capital, concentra 80% dos postos de trabalho da região. Estima-se que 55% da economia local seja sustentada pelo funcionalismo público. Isso explica porque em meio à recente crise financeira mundial, o mercado de luxo em Brasília tenha crescido 20%.
Esse perfil de boa parte dos consumidores da capital, característica advinda do serviço público, também explica, em parte, a estratégia ambiciosa do setor da construção civil e imobiliário no DF. Não há crise, então empresas como JC Gontijo, cujo presidente é citado nos autos do inquérito, se aproveitam de uma renda estável para parcelar o DF, com lucro garantido. A preços exorbitantes vendem uma quitinete na planta por meio milhão, em um bairro que está sendo construído em área que era reserva indígena (Setor Noroeste).
Queremos Qualidade de Vida no Sudoeste
Nova quadra 500 significa na prática mais carros e mais transtornos para os moradores da região que pagam taxas e impostos e não recebem em troca os serviços públicos necessários. Exemplo policiamento nas ruas. Há Escolas Públicas no Sudoeste??? e Posto de Saúde? Seja prático vá até o Cruzeiro Amigo ! Para sair do stress aproveite seu panetone de Natal.
O Sudoeste de Brasília precisa de Verde! Chega de concreto e novos prédios.

Expansão autorizada no Sudoeste
Da Redação - Correio Braziliense
02/12/2009 - Conselho de Planejamento Urbano e Territorial do DF (Conplan) aprovou o projeto da SQSW 500, no Setor Sudoeste. Assim, a empresa responsável pelo empreendimento pode registrar o lote em cartório e iniciar as obras.
A Quadra 500 foi planejada para abrigar 22 edifícios de seis pavimentos com pilotis livre (veja maquete eletrônica acima) - nos mesmos moldes dos do Plano Piloto. O projeto, elaborado pela equipe do arquiteto Paulo Zimbres, prevê ainda a revitalização do Parque Sucupira, contíguo à quadra. O número estimado de habitantes que a Quadra 500 do Sudoeste abrigará é de 4 mil
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