O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro Nelson Jobim (Defesa) bateram o martelo a favor do caça Rafale após a francesa Dassault reduzir de US$ 8,2 bilhões (R$ 15,1 bilhões) para US$ 6,2 bilhões (R$ 11,4 bilhões) o preço do pacote de 36 aviões para a Força Aérea Brasileira, informa reportagem da colunista Eliane Cantanhêde, publicada nesta quinta-feira pela Folha (íntegra disponível somente para assinantes do jornal ou do UOL).
O Rafale ficou em último no relatório técnico da FAB, que trouxe em primeiro o caça sueco Gripen e em segundo o americano F-18, da Boeing.
Mesmo com a redução, os aviões franceses têm preço muito superior: a proposta sueca foi de US$ 4,5 bilhões, e a dos EUA de US$ 5,7 bilhões. Somando o custo estimado de manutenção em 30 anos, ao fim do período de vida útil o gasto com os caças será de R$ 18,8 bilhões.
O corte de US$ 2 bilhões na oferta francesa foi concluído no sábado, quando Jobim foi a Paris. A opção pela França, porém, foi definida há mais de um ano --o Planalto vê a decisão como política e o país como parceiro estratégico. Do site da Folha Online
MEU COMENTÁRIO: Esse caso é escandaloso. E por mais incrível que pareça ninguem fala nada, muito menos a oposição. E vejam o argumento de Lula: decisão política porque a França é um parceiro estratégico...hummmm...bota estratégico nisso aí.
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
sábado, 5 de dezembro de 2009
Moradores e administração do Sudoeste/Octogonal querem fim de festas no Parque
Publicação: 03/11/2009 20:37 Atualização: 03/11/2009 20:47
O administrador do Sudoeste/Octogonal, Nilo Cerqueira, quer proibir as festas realizadas durante a madrugada nos estacionamentos do Parque da Cidade. Para tanto, nesta quarta-feira (4/11), às 9h,no salão de festas da Igraja Rainha da Paz, o administrador se reunirá com o Secretário de Ordem Pública Roberto Giffone para discutir a questão.
Um documento com mais de 150 assinaturas dos moradores pedindo a proibição das festas será apresentado pelo administrador na ocasião. De acordo com a administração das cidades, as festas desrespeitam a lei Distrital 4.092/2008 quefala sobre o controle da poluição sonora.
Na mesma reunião o administrador Nilo Cerqueira, o secretário de Ordem Pública e comerciantes locais discutirão a questão dos toldos, das centrais de gás e alvarás vencidos na região.
O administrador do Sudoeste/Octogonal, Nilo Cerqueira, quer proibir as festas realizadas durante a madrugada nos estacionamentos do Parque da Cidade. Para tanto, nesta quarta-feira (4/11), às 9h,no salão de festas da Igraja Rainha da Paz, o administrador se reunirá com o Secretário de Ordem Pública Roberto Giffone para discutir a questão.
Um documento com mais de 150 assinaturas dos moradores pedindo a proibição das festas será apresentado pelo administrador na ocasião. De acordo com a administração das cidades, as festas desrespeitam a lei Distrital 4.092/2008 quefala sobre o controle da poluição sonora.
Na mesma reunião o administrador Nilo Cerqueira, o secretário de Ordem Pública e comerciantes locais discutirão a questão dos toldos, das centrais de gás e alvarás vencidos na região.
Terracap não pode realizar obras na área ocupada pelos índios do Noroeste
Publicação: 24/11/2009 20:34 Atualização: 24/11/2009 20:48
A Justiça Federal no Distrito Federal determinou nesta terça-feira (24/11) que a Companhia Imobiliária do Distrito Federal (Terracap) não realize ou permita que se realizem quaisquer obras a área reivindicada pela Comunidade Indígena Bananal/Santuário dos Pajés em parte de onde será construído o Setor Habitacional Noroeste. A autarquia também não pode promover qualquer ato que possa intimidar ou ameaçar os membros da comunidade.
Na semana passada, o Ministério Público Federal no Distrito Federal ajuizou ação civil pública, com pedido de antecipação de tutela, para garantir a permanência da Comunidade Indígena Bananal na área, até que os estudos sobre a tradicionalidade da ocupação na região sejam concluídos.
A Justiça Federal no Distrito Federal determinou nesta terça-feira (24/11) que a Companhia Imobiliária do Distrito Federal (Terracap) não realize ou permita que se realizem quaisquer obras a área reivindicada pela Comunidade Indígena Bananal/Santuário dos Pajés em parte de onde será construído o Setor Habitacional Noroeste. A autarquia também não pode promover qualquer ato que possa intimidar ou ameaçar os membros da comunidade.
Na semana passada, o Ministério Público Federal no Distrito Federal ajuizou ação civil pública, com pedido de antecipação de tutela, para garantir a permanência da Comunidade Indígena Bananal na área, até que os estudos sobre a tradicionalidade da ocupação na região sejam concluídos.
Manifestantes invadem a presidência da Funai e pedem demarcação de área indigena no setor Noroeste
Publicação: 26/11/2009 17:57 Atualização: 26/11/2009 19:48
Cerca de 25 pessoas invadiram o gabinete do presidente da Fundação Nacional do Índio (Funai), Márcio Augusto de Meira, na 702/902 Sul, por volta das 12h desta quinta-feira (26/11). Membros da sociedade civil, como estudantes, representantes do Diretório Central dos Estudantes (DCE) de várias faculdades e integrantes de movimentos sociais, querem que a Funai forme um grupo de trabalho para demarcar a área indígena Santuário do Pajé, localizada no Setor Noroeste.
Os manifestantes pretendiam falar com o presidente da fundação, mas, como ele está viajando, decidiram escrever uma carta com as reivindicações. No documento, exigem o agendamento de uma reunião com o presidente da Funai e com a Diretoria de Assuntos Fundiários (DAF) para que se posicionem oficialmente a respeito de uma sentença lavrada na 21ª Vara de Justiça Federal do DF, em 24 de novembro. A decisão judicial impede a Companhia Imobiliária do Distrito Federal (Terracap) de realizar obras na área reivindicada pela Comunidade Indígena Bananal/Santuário dos Pajés.
Além disso, os manifestantes querem uma garantia de participação de representantes da comunidade Fulni-Ô Tapuya na nomeação do grupo técnico da Funai que vai demarcar a área e uma declaração da fundação para a imprensa, reconhecendo que a ocupação realizada nesta quinta-feira foi pacífica. Caso a Funai não cumpra os pedidos, eles prometem passar a noite desta quinta-feira no gabinete.Durante a invasão, os manifestantes gritaram palavras de ordem como "Foraoeste em Brasília" e "Santuário não se move".
No momento a Polícia Federal está no local tentando convencer os manifestantes a sairem da fundação.
Resposta da Funai
Em nota à imprensa na tarde desta quinta-feira, a Funai diz que "não compreende a ação dos estudantes da UnB que ainda não conseguiram fundamentar os motivos da invasão ao órgão indigenista federal. A Funai tem cumprido suas obrigações em relação ao Setor Noroeste de Brasília/DF, conforme previsto na Constituição Federal. O caso do Setor Noroeste está em ação no Ministério Público e, neste sentido, a Funai cumprirá com toda e qualquer determinação legal ou judicial. Até o momento, a Funai não foi intimada de nenhuma decisão".
Índios
Pela manhã, índios da tribo Fulni-Ô Tapuya que vivem na região do Santuário do Pajé foram até a Praça Galdino, na 703/704 Sul, para agradecer à Justiça Federal no DF. Na terça-feira (24/11), a Justiça determinou que a Companhia Imobiliária do Distrito Federal (Terracap) não realize ou permita que se realizem quaisquer obras na área reivindicada pela Comunidade Indígena Bananal/Santuário dos Pajés onde será construído o Setor Habitacional Noroeste. A autarquia também não pode promover qualquer ato que possa intimidar ou ameaçar os membros da comunidade.
Na semana passada, o Ministério Público Federal no Distrito Federal ajuizou ação civil pública, com pedido de antecipação de tutela, para garantir a permanência da Comunidade Indígena Bananal na área até que os estudos sobre a tradicionalidade da ocupação na região sejam concluídos.
Cerca de 25 pessoas invadiram o gabinete do presidente da Fundação Nacional do Índio (Funai), Márcio Augusto de Meira, na 702/902 Sul, por volta das 12h desta quinta-feira (26/11). Membros da sociedade civil, como estudantes, representantes do Diretório Central dos Estudantes (DCE) de várias faculdades e integrantes de movimentos sociais, querem que a Funai forme um grupo de trabalho para demarcar a área indígena Santuário do Pajé, localizada no Setor Noroeste.
Os manifestantes pretendiam falar com o presidente da fundação, mas, como ele está viajando, decidiram escrever uma carta com as reivindicações. No documento, exigem o agendamento de uma reunião com o presidente da Funai e com a Diretoria de Assuntos Fundiários (DAF) para que se posicionem oficialmente a respeito de uma sentença lavrada na 21ª Vara de Justiça Federal do DF, em 24 de novembro. A decisão judicial impede a Companhia Imobiliária do Distrito Federal (Terracap) de realizar obras na área reivindicada pela Comunidade Indígena Bananal/Santuário dos Pajés.
Além disso, os manifestantes querem uma garantia de participação de representantes da comunidade Fulni-Ô Tapuya na nomeação do grupo técnico da Funai que vai demarcar a área e uma declaração da fundação para a imprensa, reconhecendo que a ocupação realizada nesta quinta-feira foi pacífica. Caso a Funai não cumpra os pedidos, eles prometem passar a noite desta quinta-feira no gabinete.Durante a invasão, os manifestantes gritaram palavras de ordem como "Foraoeste em Brasília" e "Santuário não se move".
No momento a Polícia Federal está no local tentando convencer os manifestantes a sairem da fundação.
Resposta da Funai
Em nota à imprensa na tarde desta quinta-feira, a Funai diz que "não compreende a ação dos estudantes da UnB que ainda não conseguiram fundamentar os motivos da invasão ao órgão indigenista federal. A Funai tem cumprido suas obrigações em relação ao Setor Noroeste de Brasília/DF, conforme previsto na Constituição Federal. O caso do Setor Noroeste está em ação no Ministério Público e, neste sentido, a Funai cumprirá com toda e qualquer determinação legal ou judicial. Até o momento, a Funai não foi intimada de nenhuma decisão".
Índios
Pela manhã, índios da tribo Fulni-Ô Tapuya que vivem na região do Santuário do Pajé foram até a Praça Galdino, na 703/704 Sul, para agradecer à Justiça Federal no DF. Na terça-feira (24/11), a Justiça determinou que a Companhia Imobiliária do Distrito Federal (Terracap) não realize ou permita que se realizem quaisquer obras na área reivindicada pela Comunidade Indígena Bananal/Santuário dos Pajés onde será construído o Setor Habitacional Noroeste. A autarquia também não pode promover qualquer ato que possa intimidar ou ameaçar os membros da comunidade.
Na semana passada, o Ministério Público Federal no Distrito Federal ajuizou ação civil pública, com pedido de antecipação de tutela, para garantir a permanência da Comunidade Indígena Bananal na área até que os estudos sobre a tradicionalidade da ocupação na região sejam concluídos.
Imóveis em antigas invasões são oferecidos a valores que ultrapassam os de áreas nobres do DF
Helena Mader
Publicação: 03/11/2009 08:15 Atualização: 03/11/2009 08:17
A lama e o esgoto a céu aberto foram substituídos pelo asfalto, sistema de abastecimento d’água e pelos equipamentos públicos. Lentamente, invasões se transformam em cidades com infraestrutura consolidada e qualidade de vida. Com a urbanização de regiões carentes, entretanto, surgiu um outro fenômeno: a especulação imobiliária. O metro quadrado de alguns lotes em cidades como o Varjão ou o Itapoã supera o valor cobrado em áreas nobres, como os lagos Norte e Sul (veja quadro abaixo). Até mesmo terrenos doados por meio de programas habitacionais do governo são oferecidos a preços que impressionam inclusive corretores acostumados ao mercado imobiliário da capital federal.
Um dos locais que virou alvo da alta dos preços é a Estrutural. A antiga invasão recebeu obras públicas e a paisagem da cidade mudou completamente nos últimos dois anos. As ruas empoeiradas ganharam pavimentação, escola e centro de saúde. Agora, muitos beneficiados por lotes no passado pensam em vendê-los para morar em regiões mais desvalorizadas e embolsar a diferença.
Como o comércio desses imóveis doados pelo GDF é proibido pela legislação, quem compra e quem vende não quer aparecer. Na Estrutural, é difícil achar faixas de “vende-se” nas casas e terrenos porque a fiscalização na área é rígida. Mas os moradores e investidores fazem negócio por meio de anúncios colocados na associação de moradores localizada na entrada da cidade. Há dezenas deles afixados em um mural. “Tem muita gente vendendo por mais de R$ 40 mil. Se eu conseguir esse preço, vou passar meu lote para a frente. Aí compro outro em uma cidade mais barata ou volto para a minha terra, na Bahia”, conta uma diarista de 45 anos, que colocou seu anúncio na associação e negocia boca a boca com os vizinhos.
O líder comunitário da Estrutural Evandro Batista se impressiona com os valores dos imóveis negociados na região. “Tem gente de fora querendo investir na Estrutural, para vender ainda mais caro depois que estiver tudo regularizado. Mas o povo que mora aqui não tem condições de pagar esses preços tão caros que estão sendo cobrados”, revela Evandro.
O diretor do Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci) Luiz Cláudio Nasser atribui a valorização dos lotes de áreas carentes aos investimentos recentes em infraestrutura. Mas ele classifica esses altos preços como uma “euforia” do mercado e alerta os compradores para terem alguns cuidados na hora do negócio. “É grande a valorização nessas áreas que receberam investimentos do governo. A expectativa de regularização sempre gera essas movimentações. Mas o otimismo é exagerado e os valores muitas vezes fogem da realidade”, alerta o diretor do Creci.
Luiz Cláudio Nasser acredita que a alta dos valores de lotes em áreas carentes vai começar a expulsar a população mais pobre dessas áreas. “O Guará, quando foi criado, abrigava apenas pessoas mais pobres. Com o tempo, como a região era bem localizada, a classe média foi comprando tudo e os mais carentes foram empurrados para áreas mais distantes”, acrescenta o diretor da entidade que representa os corretores.
Regularização
No Itapoã, que também está em processo de regularização, a especulação imobiliária assusta até mesmo os moradores antigos. “O preço dos terrenos aqui, especialmente os comerciais, está absurdo. É impossível achar um lote pequeno por menos de R$ 100 mil”, conta o presidente da Associação Comercial do Itapoã, Mário Pereira da Costa. “Foi só a infraestrutura chegar para os preços dispararem”, acrescenta o líder comunitário.
A avenida Del Lago, a mais movimentada do Itapoã, ganhou asfalto e iluminação no início do ano. Comprar uma loja na região é garantia de um bom negócio, já que quase toda a comunidade do bairro passa por ali diariamente. Com a urbanização, os lotes são anunciados por até R$ 170 mil — caso de uma área de 128m² às margens da avenida Del Lago, onde hoje funciona um depósito de gás. Nesse caso, o metro quadrado sai por R$ 1.328. Na QL 16 do Lago Sul, o metro quadrado custa R$ 1.287. Segundo o vendedor do terreno no Itapoã, ele começou a anunciar o imóvel há apenas duas semanas, mas dezenas de interessados já teriam ligado em busca de informações.
Publicação: 03/11/2009 08:15 Atualização: 03/11/2009 08:17
A lama e o esgoto a céu aberto foram substituídos pelo asfalto, sistema de abastecimento d’água e pelos equipamentos públicos. Lentamente, invasões se transformam em cidades com infraestrutura consolidada e qualidade de vida. Com a urbanização de regiões carentes, entretanto, surgiu um outro fenômeno: a especulação imobiliária. O metro quadrado de alguns lotes em cidades como o Varjão ou o Itapoã supera o valor cobrado em áreas nobres, como os lagos Norte e Sul (veja quadro abaixo). Até mesmo terrenos doados por meio de programas habitacionais do governo são oferecidos a preços que impressionam inclusive corretores acostumados ao mercado imobiliário da capital federal.
Um dos locais que virou alvo da alta dos preços é a Estrutural. A antiga invasão recebeu obras públicas e a paisagem da cidade mudou completamente nos últimos dois anos. As ruas empoeiradas ganharam pavimentação, escola e centro de saúde. Agora, muitos beneficiados por lotes no passado pensam em vendê-los para morar em regiões mais desvalorizadas e embolsar a diferença.
Como o comércio desses imóveis doados pelo GDF é proibido pela legislação, quem compra e quem vende não quer aparecer. Na Estrutural, é difícil achar faixas de “vende-se” nas casas e terrenos porque a fiscalização na área é rígida. Mas os moradores e investidores fazem negócio por meio de anúncios colocados na associação de moradores localizada na entrada da cidade. Há dezenas deles afixados em um mural. “Tem muita gente vendendo por mais de R$ 40 mil. Se eu conseguir esse preço, vou passar meu lote para a frente. Aí compro outro em uma cidade mais barata ou volto para a minha terra, na Bahia”, conta uma diarista de 45 anos, que colocou seu anúncio na associação e negocia boca a boca com os vizinhos.
O líder comunitário da Estrutural Evandro Batista se impressiona com os valores dos imóveis negociados na região. “Tem gente de fora querendo investir na Estrutural, para vender ainda mais caro depois que estiver tudo regularizado. Mas o povo que mora aqui não tem condições de pagar esses preços tão caros que estão sendo cobrados”, revela Evandro.
O diretor do Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci) Luiz Cláudio Nasser atribui a valorização dos lotes de áreas carentes aos investimentos recentes em infraestrutura. Mas ele classifica esses altos preços como uma “euforia” do mercado e alerta os compradores para terem alguns cuidados na hora do negócio. “É grande a valorização nessas áreas que receberam investimentos do governo. A expectativa de regularização sempre gera essas movimentações. Mas o otimismo é exagerado e os valores muitas vezes fogem da realidade”, alerta o diretor do Creci.
Luiz Cláudio Nasser acredita que a alta dos valores de lotes em áreas carentes vai começar a expulsar a população mais pobre dessas áreas. “O Guará, quando foi criado, abrigava apenas pessoas mais pobres. Com o tempo, como a região era bem localizada, a classe média foi comprando tudo e os mais carentes foram empurrados para áreas mais distantes”, acrescenta o diretor da entidade que representa os corretores.
Regularização
No Itapoã, que também está em processo de regularização, a especulação imobiliária assusta até mesmo os moradores antigos. “O preço dos terrenos aqui, especialmente os comerciais, está absurdo. É impossível achar um lote pequeno por menos de R$ 100 mil”, conta o presidente da Associação Comercial do Itapoã, Mário Pereira da Costa. “Foi só a infraestrutura chegar para os preços dispararem”, acrescenta o líder comunitário.
A avenida Del Lago, a mais movimentada do Itapoã, ganhou asfalto e iluminação no início do ano. Comprar uma loja na região é garantia de um bom negócio, já que quase toda a comunidade do bairro passa por ali diariamente. Com a urbanização, os lotes são anunciados por até R$ 170 mil — caso de uma área de 128m² às margens da avenida Del Lago, onde hoje funciona um depósito de gás. Nesse caso, o metro quadrado sai por R$ 1.328. Na QL 16 do Lago Sul, o metro quadrado custa R$ 1.287. Segundo o vendedor do terreno no Itapoã, ele começou a anunciar o imóvel há apenas duas semanas, mas dezenas de interessados já teriam ligado em busca de informações.
Campanha pelo fim da corrupção
Helena Mader
Publicação: 05/12/2009 10:33 Atualização: 05/12/2009 10:39
Depois dos protestos organizados pela sociedade e da ocupação do prédio da Câmara Legislativa, mais um movimento contra a corrupção no governo local vai ganhar as ruas. Para tentar desvincular a imagem da cidade dos escândalos políticos, foi lançada ontem a campanha Brasília Limpa. A iniciativa é da seccional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-DF), em parceria com o Sindicato das Agências de Propaganda, a Associação Brasileira de Imprensa (ABI) e o Sindicato dos Publicitários do Distrito Federal. Uma grande mobilização está marcada para 10 de dezembro. A ideia é que, nessa data, todos os brasilienses saiam às ruas vestidos de branco, coloquem bandeiras da mesma cor penduradas nas janelas e prendam fitas brancas em todos os carros.
- (Presidente do Sinapro, Fernando Brettas, o vice-presidente da ABI, Tarcísio Holanda, e a presidente da OAB - DF, Estefânia Viveiros)
O dia do protesto não foi escolhido à toa. Na próxima quinta-feira, o partido Democratas decide o futuro político do governador José Roberto Arruda. A cúpula do DEM vai anunciar se Arruda será expulso da legenda. Nesse caso, o atual chefe do Executivo ficaria proibido de concorrer a qualquer cargo público nas eleições de 2010. %u201CA data foi escolhida para que a sociedade pressione o DEM a optar pela expulsão%u201D, justificou o presidente do Sindicato das Agências de Propaganda, Fernando Brettas.
O Movimento Brasília Limpa quer atrair a população e, para isso, usará principalmente a internet. Várias páginas de redes de relacionamento já estampavam ontem a logomarca da campanha, que também está sendo divulgada no twitter e no site www.brasilialimpa.org.br). Os organizadores encomendaram adesivos com a marca, que serão vendidos a preços simbólicos. Segundo Brettas, a campanha não é financiada por nenhuma das entidades e todo o trabalho foi realizado voluntariamente por publicitários.
No lançamento da campanha, a presidente da OAB-DF, Estefânia Viveiros, lembrou que Brasília sempre foi associada à corrupção por sediar os três poderes. %u201CInfelizmente, os fatos agora envolvem diretamente a nossa cidade. E são muito graves.%u201D Ela afirmou que o objetivo da campanha Brasília Limpa é recuperar a credibilidade da capital. %u201CÉ um movimento independente, apartidário e sem objetivos eleitorais%u201D, acrescentou.
Intervenção
Na cerimônia de lançamento do Movimento Brasília Limpa, Estefânia Viveiros disse ainda que a entidade pode pedir uma intervenção no Distrito Federal. Seria a última opção, caso nenhum dos três poderes conseguisse aplacar a crise. Já existe uma equipe formada na OAB para analisar as condições jurídicas para uma intervenção federal. Essa medida dependeria de uma decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A Ordem dos Advogados do Brasil decidiu estudar as possibilidade de intervenção depois que surgiram denúncias envolvendo integrantes da Câmara Legislativa, do Executivo e até do Tribunal de Justiça. %u201CNós defendemos o afastamento ou renúncia de todos os envolvidos%u201D, explicou a presidente da OAB-DF.
Publicação: 05/12/2009 10:33 Atualização: 05/12/2009 10:39
Depois dos protestos organizados pela sociedade e da ocupação do prédio da Câmara Legislativa, mais um movimento contra a corrupção no governo local vai ganhar as ruas. Para tentar desvincular a imagem da cidade dos escândalos políticos, foi lançada ontem a campanha Brasília Limpa. A iniciativa é da seccional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-DF), em parceria com o Sindicato das Agências de Propaganda, a Associação Brasileira de Imprensa (ABI) e o Sindicato dos Publicitários do Distrito Federal. Uma grande mobilização está marcada para 10 de dezembro. A ideia é que, nessa data, todos os brasilienses saiam às ruas vestidos de branco, coloquem bandeiras da mesma cor penduradas nas janelas e prendam fitas brancas em todos os carros.
- (Presidente do Sinapro, Fernando Brettas, o vice-presidente da ABI, Tarcísio Holanda, e a presidente da OAB - DF, Estefânia Viveiros)
O dia do protesto não foi escolhido à toa. Na próxima quinta-feira, o partido Democratas decide o futuro político do governador José Roberto Arruda. A cúpula do DEM vai anunciar se Arruda será expulso da legenda. Nesse caso, o atual chefe do Executivo ficaria proibido de concorrer a qualquer cargo público nas eleições de 2010. %u201CA data foi escolhida para que a sociedade pressione o DEM a optar pela expulsão%u201D, justificou o presidente do Sindicato das Agências de Propaganda, Fernando Brettas.
O Movimento Brasília Limpa quer atrair a população e, para isso, usará principalmente a internet. Várias páginas de redes de relacionamento já estampavam ontem a logomarca da campanha, que também está sendo divulgada no twitter e no site www.brasilialimpa.org.br). Os organizadores encomendaram adesivos com a marca, que serão vendidos a preços simbólicos. Segundo Brettas, a campanha não é financiada por nenhuma das entidades e todo o trabalho foi realizado voluntariamente por publicitários.
No lançamento da campanha, a presidente da OAB-DF, Estefânia Viveiros, lembrou que Brasília sempre foi associada à corrupção por sediar os três poderes. %u201CInfelizmente, os fatos agora envolvem diretamente a nossa cidade. E são muito graves.%u201D Ela afirmou que o objetivo da campanha Brasília Limpa é recuperar a credibilidade da capital. %u201CÉ um movimento independente, apartidário e sem objetivos eleitorais%u201D, acrescentou.
Intervenção
Na cerimônia de lançamento do Movimento Brasília Limpa, Estefânia Viveiros disse ainda que a entidade pode pedir uma intervenção no Distrito Federal. Seria a última opção, caso nenhum dos três poderes conseguisse aplacar a crise. Já existe uma equipe formada na OAB para analisar as condições jurídicas para uma intervenção federal. Essa medida dependeria de uma decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A Ordem dos Advogados do Brasil decidiu estudar as possibilidade de intervenção depois que surgiram denúncias envolvendo integrantes da Câmara Legislativa, do Executivo e até do Tribunal de Justiça. %u201CNós defendemos o afastamento ou renúncia de todos os envolvidos%u201D, explicou a presidente da OAB-DF.
Sudoeste protesta contra festas nos estacionamentos do Parque da Cidade
Luiz Calcagno
Publicação: 05/11/2009 08:05 Atualização: 05/11/2009 08:43
Festas no estacionamento 4 do Parque da Cidade, na altura do Centro Hípico, têm tirado o sono de moradores das Quadras 100, 101, 102 e 103 do Sudoeste. Sem organização aparente, os encontros são realizados nos fins de semana, com carros de som ligados no volume máximo e bebida alcoólica. Segundo moradores, muitas vezes a algazarra começa por volta das 23h de quinta-feira e vai até domingo. Vidros de janela chegam a tremer com a altura dos ruídos. Para lidar com o problema, moradores se organizaram e fizeram um abaixo-assinado, que conta com mais de 150 assinaturas, para exigir uma iniciativa de autoridades. A administração do parque foi procurada, bem como a de Brasília e o 1º Batalhão da Polícia Militar, mas nada aconteceu.
Moradora de prédio em frente ao parque, Édina chega a dormir na sala para amenizar a barulheira - (Paulo de Araújo/CB/D.A Press )
Moradora de prédio em frente ao parque, Édina chega a dormir na sala para amenizar a barulheira
A advogada Nathalia Waldow, 25 anos, moradora do Bloco H da SQSW 102, é uma dos responsáveis pelo abaixo-assinado. Ela conta que tem gravações de áudio em celular de festa às 5h da manhã. E, no fim de semana prolongado pelo Dia de Finados, não foi diferente. “Fiquei aborrecidíssima. Entrei em contato com o 1º Batalhão na noite de domingo para segunda e um sargento me disse que se tratava de som ambiente e que minhas reclamações não tinham pertinência”, lamenta.
Empenho
Nathalia ressalta que a Administração do Sudoeste está empenhada em solucionar o problema, mas acredita, no entanto, que o maior responsável pelo problema é o administrador do parque, Rivaldo Sérgio Carvalho, a quem chama de conivente. “Eles não acionam a polícia e a própria fiscalização deles não faz nada. O administrador chegou a dizer em entrevista a um canal de tevê que não sabia do problema, quando moradores já tinham mandado até carta para ele”, alega
Um morador que chegou a filmar e fotografar festas para enviar como provas às autoridades tem medo de aparecer. Segundo ele, com a desativação do bar Barulho, que ficava próximo ao Carrera Kart, a clientela teria migrado para o estacionamento 4. Para o denunciante, os encontros, que já foram recorrentes no ano de 2007, também servem como pontos de uso de drogas. “Já presenciei, inclusive, crianças de colo e até bebês nesses ambientes. Em março, expus a situação à Administração de Brasília e ao comandante do 1º Batalhão. Não recebi nenhum telefonema como resposta”, protesta. “Imagino o tipo de pessoa que frequenta essas festas no estacionamento. Tenho nome, endereço e família e não quero me expor a pessoas de índole desconhecida. Não sei qual será a reação delas quando essas festas acabarem de vez”, completa.
Saiba mais...
Você concorda com a realização de festas nos estacionamentos do Parque da Cidade?
Dentre as soluções pensadas pelos moradores estão até mesmo o fechamento do parque, que a maioria concorda ser uma questão polêmica. Outra ideia seria fechar apenas os estacionamentos, da meia-noite às 5h, para que não houvesse como estacionar os carros para os encontros. As festas não têm alvará. A dona de casa Édina de Freitas, 54 anos, acha que fechar os estacionamentos pode ser uma boa solução. “Algumas vezes, essas pessoas não perdoam nem a segunda-feira”, reclama. O apartamento de Édina fica de frente para o estacionamento. Ela conta que, dependendo do dia, dorme na sala ou em outro quarto para amenizar a intensidade do barulho.
» Local pode ser fechado
No fim de semana prolongado pelo Dia de Finados, a algazarra e a bagunça marcaram presença novamente, mesmo com as administrações e a Polícia Militar cientes do fato. O administrador do Sudoeste, Nilo Cerqueira, explica que tomou a frente do problema, mesmo com o Parque da Cidade fora de sua jurisdição. A administração se reuniu ontem com o secretário de Estado da Ordem Pública e Social , Roberto Giffoni. “Estamos tratando esse assunto com o conselho comunitário de segurança. A ideia de fechar os estacionamentos é boa. É preciso uma grande operação para coibir essas reuniões e, em seguida, realizar uma manutenção para garantir que elas não retornem ao parque”, disse Giffoni.
Procurada pelo Correio, a administradora de Brasília, Ivelise Longhi, limitou-se a dizer que os estacionamentos do Parque da Cidade são públicos e de livre acesso. Ainda segundo ela, as equipes de fiscalização do local, popularmente conhecidas como joaninhas, não têm poder de polícia e cuidam apenas do patrimônio. “Quando eles flagram festas, não podem agir. Quando o barulho é muito alto ou há algum perigo, eles entram em contato com o posto policial do parque, já que é a Polícia Militar que tem que intervir”, afirmou. Ainda segundo a administradora, assim como as pessoas se reúnem no estacionamento do parque, poderiam se reunir em uma área residencial.
Abordagem
O coronel Alberto Pinto explicou à reportagem que a Polícia Militar aborda quem realiza festas no estacionamento do Parque da Cidade e as notifica quando há necessidade. “Mas precisamos que o reclamante acompanhe a PM até a Delegacia de Polícia da região para resolver a questão. Temos um posto no parque que atua com viaturas, motocicleta e policiais descaracterizados”, garantiu.
O secretário Roberto Giffone se mostrou ciente do problema. “Já montamos uma ação com a PM para impedir que esses eventos se repitam. Se não adiantar, teremos que analisar outras alternativas. Por enquanto, não queremos impedir o acesso. Primeiro, é preciso orientar que o tipo de atitude está incomodando pessoas. A questão de fechar os estacionamentos terá que ser vista com a Administração de Brasília e os moradores do Sudoeste”, concluiu.
» O QUE DIZ A LEI
A Lei Distrital nº 4.092/08 considera poluição sonora qualquer emissão de ruído que possa ser nocivo à saúde, ao bem-estar e à coletividade. Além disso, a regulamentação limita os níveis de intensidade do som para cada área da cidade e define que estabelecimentos com nível de pressão sonora acima de 80 decibéis avisem a clientes sobre danos à saúde. Dentre outras coisas, a lei proíbe carros de som em áreas residenciais ou escolares e exige o isolamento acústico para casas noturnas. A multa para quem desrespeita a norma varia de R$ 3 mil a R$ 20 mil. A pessoa notificada ainda pode ser presa por crime de desobediência caso insista em manter o som acima de um nível aceitado para sua região.
Publicação: 05/11/2009 08:05 Atualização: 05/11/2009 08:43
Festas no estacionamento 4 do Parque da Cidade, na altura do Centro Hípico, têm tirado o sono de moradores das Quadras 100, 101, 102 e 103 do Sudoeste. Sem organização aparente, os encontros são realizados nos fins de semana, com carros de som ligados no volume máximo e bebida alcoólica. Segundo moradores, muitas vezes a algazarra começa por volta das 23h de quinta-feira e vai até domingo. Vidros de janela chegam a tremer com a altura dos ruídos. Para lidar com o problema, moradores se organizaram e fizeram um abaixo-assinado, que conta com mais de 150 assinaturas, para exigir uma iniciativa de autoridades. A administração do parque foi procurada, bem como a de Brasília e o 1º Batalhão da Polícia Militar, mas nada aconteceu.
Moradora de prédio em frente ao parque, Édina chega a dormir na sala para amenizar a barulheira - (Paulo de Araújo/CB/D.A Press )
Moradora de prédio em frente ao parque, Édina chega a dormir na sala para amenizar a barulheira
A advogada Nathalia Waldow, 25 anos, moradora do Bloco H da SQSW 102, é uma dos responsáveis pelo abaixo-assinado. Ela conta que tem gravações de áudio em celular de festa às 5h da manhã. E, no fim de semana prolongado pelo Dia de Finados, não foi diferente. “Fiquei aborrecidíssima. Entrei em contato com o 1º Batalhão na noite de domingo para segunda e um sargento me disse que se tratava de som ambiente e que minhas reclamações não tinham pertinência”, lamenta.
Empenho
Nathalia ressalta que a Administração do Sudoeste está empenhada em solucionar o problema, mas acredita, no entanto, que o maior responsável pelo problema é o administrador do parque, Rivaldo Sérgio Carvalho, a quem chama de conivente. “Eles não acionam a polícia e a própria fiscalização deles não faz nada. O administrador chegou a dizer em entrevista a um canal de tevê que não sabia do problema, quando moradores já tinham mandado até carta para ele”, alega
Um morador que chegou a filmar e fotografar festas para enviar como provas às autoridades tem medo de aparecer. Segundo ele, com a desativação do bar Barulho, que ficava próximo ao Carrera Kart, a clientela teria migrado para o estacionamento 4. Para o denunciante, os encontros, que já foram recorrentes no ano de 2007, também servem como pontos de uso de drogas. “Já presenciei, inclusive, crianças de colo e até bebês nesses ambientes. Em março, expus a situação à Administração de Brasília e ao comandante do 1º Batalhão. Não recebi nenhum telefonema como resposta”, protesta. “Imagino o tipo de pessoa que frequenta essas festas no estacionamento. Tenho nome, endereço e família e não quero me expor a pessoas de índole desconhecida. Não sei qual será a reação delas quando essas festas acabarem de vez”, completa.
Saiba mais...
Você concorda com a realização de festas nos estacionamentos do Parque da Cidade?
Dentre as soluções pensadas pelos moradores estão até mesmo o fechamento do parque, que a maioria concorda ser uma questão polêmica. Outra ideia seria fechar apenas os estacionamentos, da meia-noite às 5h, para que não houvesse como estacionar os carros para os encontros. As festas não têm alvará. A dona de casa Édina de Freitas, 54 anos, acha que fechar os estacionamentos pode ser uma boa solução. “Algumas vezes, essas pessoas não perdoam nem a segunda-feira”, reclama. O apartamento de Édina fica de frente para o estacionamento. Ela conta que, dependendo do dia, dorme na sala ou em outro quarto para amenizar a intensidade do barulho.
» Local pode ser fechado
No fim de semana prolongado pelo Dia de Finados, a algazarra e a bagunça marcaram presença novamente, mesmo com as administrações e a Polícia Militar cientes do fato. O administrador do Sudoeste, Nilo Cerqueira, explica que tomou a frente do problema, mesmo com o Parque da Cidade fora de sua jurisdição. A administração se reuniu ontem com o secretário de Estado da Ordem Pública e Social , Roberto Giffoni. “Estamos tratando esse assunto com o conselho comunitário de segurança. A ideia de fechar os estacionamentos é boa. É preciso uma grande operação para coibir essas reuniões e, em seguida, realizar uma manutenção para garantir que elas não retornem ao parque”, disse Giffoni.
Procurada pelo Correio, a administradora de Brasília, Ivelise Longhi, limitou-se a dizer que os estacionamentos do Parque da Cidade são públicos e de livre acesso. Ainda segundo ela, as equipes de fiscalização do local, popularmente conhecidas como joaninhas, não têm poder de polícia e cuidam apenas do patrimônio. “Quando eles flagram festas, não podem agir. Quando o barulho é muito alto ou há algum perigo, eles entram em contato com o posto policial do parque, já que é a Polícia Militar que tem que intervir”, afirmou. Ainda segundo a administradora, assim como as pessoas se reúnem no estacionamento do parque, poderiam se reunir em uma área residencial.
Abordagem
O coronel Alberto Pinto explicou à reportagem que a Polícia Militar aborda quem realiza festas no estacionamento do Parque da Cidade e as notifica quando há necessidade. “Mas precisamos que o reclamante acompanhe a PM até a Delegacia de Polícia da região para resolver a questão. Temos um posto no parque que atua com viaturas, motocicleta e policiais descaracterizados”, garantiu.
O secretário Roberto Giffone se mostrou ciente do problema. “Já montamos uma ação com a PM para impedir que esses eventos se repitam. Se não adiantar, teremos que analisar outras alternativas. Por enquanto, não queremos impedir o acesso. Primeiro, é preciso orientar que o tipo de atitude está incomodando pessoas. A questão de fechar os estacionamentos terá que ser vista com a Administração de Brasília e os moradores do Sudoeste”, concluiu.
» O QUE DIZ A LEI
A Lei Distrital nº 4.092/08 considera poluição sonora qualquer emissão de ruído que possa ser nocivo à saúde, ao bem-estar e à coletividade. Além disso, a regulamentação limita os níveis de intensidade do som para cada área da cidade e define que estabelecimentos com nível de pressão sonora acima de 80 decibéis avisem a clientes sobre danos à saúde. Dentre outras coisas, a lei proíbe carros de som em áreas residenciais ou escolares e exige o isolamento acústico para casas noturnas. A multa para quem desrespeita a norma varia de R$ 3 mil a R$ 20 mil. A pessoa notificada ainda pode ser presa por crime de desobediência caso insista em manter o som acima de um nível aceitado para sua região.
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